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Workshop sobre produção sustentável de ovinos: um balanço das palestras na Feinco 2012

Reprodução eficiente, mercado, alimentação, novas tecnologias sustentáveis, melhorias da genética, planejamento (distribuição de piquetes, escolha e nutrição adequada de plantas forrageiras) e consorciação de pastagens foram assuntos discutidos nos três dias do “Workshop sobre produção sustentável de ovinos”, coordenado pelo Instituto de Zootecnia (IZ-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, durante a 9ª Feira Internacional de Caprinos e Ovinos (Feinco) entre 12 e 16 de março em São Paulo.
No primeiro dia do workshop, o pesquisador Waldssimiler Teixeira de Mattos (IZ) disse que “todo produtor, ao formar suas pastagens, deverá sempre estar atento ao planejamento e metas, para que no futuro possa colher bons e rentáveis frutos com a sua criação”. Para ele, o planejamento engloba desde a distribuição uniforme dos piquetes até a escolha e nutrição adequada das plantas forrageiras.
Já o médico veterinário Adriano Oliveira (VPJ) afirmou que, na ovinocultura, não há espaço para amadorismo, “temos que ser profissionais. O mercado está em franca expansão, porém deve-se manter a constância de entrega e a qualidade da carcaça”.
A pesquisadora Luciana Gerdes (IZ) destacou as pesquisas realizadas com leguminosas forrageiras em consórcio com o capim aruana para ovinos. Para ela, a consorciação possibilita a fixação de nitrogênio pela leguminosa para os capins, dispensando a utilização de adubos nitrogenados nas pastagens.
Tecnologias sustentáveis
No segundo dia, a secretária de Agricultura e Abastecimento, Monika Bergamaschi, falou sobre as possibilidades de se trabalhar pastagem com bom manejo zootécnico e incremento de genética para alavancar a ovinocultura e caprinocultura.
Já a pesquisadora Karina Batista (IZ) deu ênfase na sustentabilidade do processo produtivo de alimento para os animais, que busque, por meio do consórcio entre o milho safrinha e plantas forrageiras, garantir palha ao sistema de plantio direto e produzir, principalmente, pastagem na entressafra. Para ela, o consórcio proporciona melhorias na qualidade do solo, ganho de peso animal e aumento de produtividade sem promover danos ao meio ambiente. “No sistema em que os produtores utilizam a sucessão soja no verão e milho safrinha no inverno, essa prática contribui para a rotação de culturas, diminuindo a incidência de plantas invasoras, pragas e doenças, e aumentando a disponibilidade de nutrientes.”
A pesquisadora Cristina Maria Pacheco Barbosa (APTA Regional Sudoeste Paulista) disse que o sistema silvipastoril na ovinocultura agrega renda ao produtor, por meio da introdução de árvores e bem estar aos animais através da sombra natural. “O animal confortável converte melhor a pastagem em produto animal comercializável.”
O pesquisador Luiz Eduardo dos Santos (IZ) garantiu que um fator diferencial da ovinocultura sustentável e da convencional é a preocupação com a preservação ambiental através do uso cuidadoso e controlado dos insumos, evitando o desequilíbrio das condições ambientais. “A qualidade e segurança do produto final devem ser consideradas premissa fundamental do empreendimento e devem ser avaliadas como a resultante das boas condições nutricionais, da higidez e do conforto ambiental do plantel, durante todas as fases do sistema de produção animal, desde a sua geração até o abate.”
As pesquisadoras Lenira El Faro e Claudia Cristina Paro de Paz (APTA Regional Centro Leste) apresentaram proposta de um programa de avaliação genética de ovinos das raças Santa Inês e Morada Nova. O programa mostrará a necessidade de os produtores realizarem o controle zootécnico dos animais em suas propriedades. “Os produtores irão receber informações genéticas de todos os animais da propriedade para realizar a seleção dos ovinos superiores dos rebanhos que serão utilizados como reprodutores e matrizes.”
A pesquisadora Cecília José Veríssimo (IZ) alertou sobre a importância do controle da verminose. “Realizar teste de redução de OPG, anualmente; realizar manejo e alimentação corretos; eliminar indivíduos suscetíveis, selecionando animais mais resistentes; e utilizar o mínimo possível de vermífugo nos animais.” É fundamental “verificar a eficácia dos vermífugos que vêm sendo utilizados na propriedade, pelo menos uma vez ao ano”.
Reprodução eficiente
No último dia do workshop, o pesquisador Ricardo Lopes Dias da Costa (IZ) afirmou que a reprodução deve ser eficiente e atender os objetivos da criação. “Por isso, a importância de se ter um planejamento com objetivos e metas bem definidas. Trabalhar com técnicas de manejo e biotecnologias da reprodução também é imprescindível no sucesso da produção de ovinos.” A reprodução é o elo mais sensível da cadeia produtiva, deve-se ter muita atenção nessa etapa. “O programa acelerado de parição pode ser introduzido em diferentes sistemas, atendendo desde metas simples até as mais ambiciosas, de um modo fácil, porém mantendo um rígido controle zootécnico, um dos maiores obstáculos na ovinocultura.” 
Gustavo Luis Ming Martini (MARFRIG) observou que “a situação do mercado de carne ovina aponta três tendências mundiais de demanda: o aumento do número de consumidores, aumento do poder aquisitivo das pessoas e a contínua busca pela qualidade na alimentação”. Para a terminação dos cordeiros, reforçou que o confinamento colabora com a redução da idade para abate e aumenta a disponibilidade de áreas de forragem para as demais categorias de ovinos. “Torna-se uma alternativa para o incremento na oferta regular de produto e agiliza o retorno do capital aplicado. Além de permitir a produção de carne de qualidade durante todo ano, a padronização do lote e o aumento da produtividade.”
O pesquisador Mauro Sartori Bueno (IZ) finalizou o workshop, focando a maioria dos alimentos volumosos e concentrados utilizados na alimentação dos ovinos. Mostrou o valor nutritivo dos diversos alimentos e a combinação destes para formular dietas para cordeiros, ovelhas, borregos e carneiros reprodutores. “É importante produzir volumosos – gramíneas e leguminosas – de boa qualidade na propriedade e comprar subprodutos regionais – resíduos da agroindústria, polpas úmidas de frutas, resíduo de cervejaria – tudo com bom preço.”
Mais informações podem ser obtidas no site www.iz.sp.gov.br 

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