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USO INDISCRIMINADO DE SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS COMPROMETE AQÜICULTURA

Várias substâncias químicas são normalmente utilizadas na criação de organismos aquáticos com vistas a melhorar as condições da água e do solo e controlar a floração planctônica, plantas invasoras e agentes infecciosos. Segundo Sérgio Henrique Canello Schalch, sschalch@aptaregional.sp.gov.br, do Pólo Regional de Votuporanga, vinculado à APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios) – Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, “é difícil saber quando o uso de substâncias químicas causa riscos à saúde do homem, seja pela ingestão de produtos originários da aqüicultura ou pelo próprio manuseio dessas substâncias”. Schalch esclarece que um fator importante quanto ao uso de produtos químicos é conhecer as conseqüências de determinadas utilizações. Em pesqueiros tipo “pesque-pague” e em pisciculturas em geral, utilizam-se substâncias químicas de forma errada, diz ele. Geralmente, não se respeita o tempo de carência desses produtos. Os efluentes de viveiros de peixes, em que se aplicaram os produtos químicos, são despejados no ecossistema receptor sem nenhum tratamento, adverte o pesquisador. Os próprios consumidores, produtores e o meio ambiente são prejudicados nesse cenário preocupante. Para conter essa situação, Sérgio Schalch enfatiza a necessidade de se conhecerem os efeitos nocivos dos produtos químicos nos seres humanos e no meio ambiente, para a regulamentação de seu uso na aqüicultura. Para ele, o momento é de reflexão no sentido de todos despertarem para a importância da regulamentação, já que tais substâncias fazem parte do processo produtivo, para que, inclusive, o produto final tenha a devida qualidade para quem irá comercializá-lo e/ou consumi-lo. Para obter mais informações sobre o assunto, acesse o site www.pesca.sp.gov.br, item “Textos Técnicos”.
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