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Trabalho do IAC em micronutrientes em cana é premiado com o TOP Etanol, na categoria inovação tecnológica

O trabalho "Aplicação de micronutrientes na operação de plantio da cana-de-açúcar" recebeu no dia 2 de junho, no Grand Hyatt Hotel, em São Paulo, o prêmio TOP Etanol em sua quinta edição, na modalidade de inovação tecnológica. O prêmio é uma iniciativa do Projeto AGORA, uma das maiores ações de comunicação e marketing integrado do agronegócio brasileiro, com a participação de 18 empresas e entidades ligadas à cadeia produtiva da cana-de-açúcar. “Receber este prêmio é muito importante para todos nós, que integramos o projeto de pesquisa, pela importância do prêmio e pela oportunidade de visibilidade do nosso trabalho”, afirma Estêvão Vicari Mellis, coordenador do projeto e pesquisador do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
A pesquisa, que resultou no desenvolvimento de uma nova forma de aplicação, com quantidades elevadas de micronutrientes no plantio da cana-de-açúcar, contou com a colaboração dos pesquisadores do IAC, José Antonio Quaggio, Luiz Antonio Junqueira Teixeira e do mestrando do Programa de Pós-Graduação IAC, Renan de Campos Vieira. O trabalho buscou viabilizar a aplicação de altas doses de micronutrientes em plantios comerciais de cana-de-açúcar e foi desenvolvido em parceria com as empresas Agroterenas Cana S.A e Produquímica.
O Instituto Agronômico é pioneiro no estudo de aplicação de micronutrientes na cana-de-açúcar, com pesquisas iniciadas no início dos anos 60.  As pesquisas com micronutrientes começaram a despertar maior interesse, pois a cultura teve grande expansão no País, especialmente no Estado de São Paulo, passando a ser cultivada não somente em áreas tradicionais, mas também em solos de baixa fertilidade.
O setor sucroenergético tem despertado na busca por alternativas que tornem a produção de açúcar e energia através de cana-de-açúcar mais viável. A baixa produtividade média dos canaviais brasileiros, nos últimos anos esta girou em torno de 70 t ha-1, e está aquém do potencial produtivo da cultura e precisa ser melhorada, para que o País possa atender a demanda por açúcar e etanol. “Dentre diversos fatores responsáveis por essa baixa produtividade agrícola, a deficiência de micronutrientes tem sido apontada como uma das principais causas. Isto porque a cultura têm se expandido principalmente em áreas com solos de baixa fertilidade. Esses solos muitas vezes são arenosos e normalmente são ácidos, com baixa capacidade de retenção de água e disponibilidade de macro e principalmente de micronutrientes, o que exige manejo mais aprimorado para se obter produções de cana-de-açúcar economicamente viáveis”, afirma Mellis.
 
Perfil do pesquisador
 
Estêvão Vicari Mellis é pesquisador do Instituto Agronômico desde 2005. Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de São Carlos (UFScar), mestrado em Ciência do Solo pela Faculdade de Ciências Agrária e Veterinárias de Jaboticabal, na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita” (Unesp) e doutorado em Solos e Nutrição de Plantas pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP). Mellis tem experiência na área de agronomia, com ênfase em fertilidade do solo e nutrição de plantas, e tem atuado principalmente em pesquisas com micronutrientes. 
Este é o terceiro prêmio do pesquisador. Em 2010 ele foi agraciado a medalha de bronze "David Davidescu" com o trabalho “Use of plant analysis for evaluation of the efficiency of sources of Cu and Zn in corn under field conditions”, durante o 15o World Fertilizer Congress of CIEC (Congresso Mundial de Fertilizantes da CIEC (centro internacional de fertilizantes), realizado na Romênia. Em 2011, recebeu a menção honrosa como um dos melhores trabalhos apresentados no primeiro Brazilian BioEnergy Science and Thecnology Conference(BBEST), com o trabalho “Response of sugarcane to micronutrient application”.
 
Texto:Fernanda Domiciano
 Assessoria de Imprensa – IAC
 
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