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Tecnologia: Equipamento prevê doenças em lavouras

O aparelho eletrônico computadorizado que antevê a incidência de fungos nas plantas foi desenvolvido pelo professor do curso de Agronomia, Erlei Melo Reis, mestre e doutor em Fitopatologia pela Washington State University, EUA, que teve a colaboração de alunos do curso e de uma incubadora empresarial da cidade. De acordo com o pesquisador, o principal benefício é a redução de 30% a 50% na aplicação de fungicida. Com isso, diminui o custo de produção, aumenta o lucro do produtor e também reduz a dispersão de produtos químicos no meio ambiente, dessa forma, segundo o professor, produzindo os chamados ‘produtos limpos’. “Atualmente, esse é um dos anseios da sociedade, que busca a preservação da natureza. Com o aparelho isso é possível”, comemora Reis. A idéia foi colocada em prática em 2000, mas desde 1990, quando ainda trabalhava na Embrapa Trigo em Passo Fundo, o professor pesquisa o desenvolvimento do sistema. Como é possível prever o futuro? Reis explica que para uma lavoura ser atingida por uma doença são necessários três fatores: a planta; o agente que causa a praga (fungo) e o ambiente favorável para a infestação acontecer, que é baseado no clima. É em cima desse último item que o aparelho trabalha. O funcionamento do sistema consiste na medição da temperatura e da quantidade de horas que a planta fica molhada. Aliado a esses dois dados, uma tabela científica calcula e prevê quando uma determinada lavoura será atingida pela doença que o aparelho foi programado para identificar. “O sistema tem um acerto nas previsões de mais de 90%. Somente com um aparelho é possível cobrir uma área de 100 a mil hectares, dependendo do revelo da plantação”, afirma o professor. O sistema está implantado em cinco mil hectares de batata em Goiás, quatro mil hectares de maçã em Vacaria, São Joaquim e Fraiburgo e em mil hectares de cenoura na região de São Gotardo, Minas Gerais. O aparelho também foi implantado, recentemente, em cinco mil hectares de soja em diversas partes do país para o combate da ferrugem asiática. Dois alunos da incubadora empresarial montaram uma empresa e fabricam o aparelho para a comercialização. Acadêmicos da UPF chegaram a receber o título de vice-campeão no prêmio nacional Jovem Cientista, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). (fonte: Assessoria de Imprensa UPF)
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