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Soja transgênica rendeu economia de US$ 14 bi

De acordo com um dos autores do relatório, intitulado 'Impactos Econômicos das Culturas Geneticamente Modificadas no Brasil', Edgard Pereira, que também é professor da Unicamp, o estudo foi encomendado pela Associação Brasileira dos Produtores de Sementes e Mudas. "A pesquisa fez essa avaliação das economias que já aconteceram no caso da soja e que podem vir a acontecer no caso do algodão e do milho. Não fizemos nenhuma avaliação de impactos ambientais, nos restringimos apenas à análise econômica", diz. O estudo aponta que os Estados Unidos, principal país na adoção das lavouras transgênicas, economizou, somente nos custos de produção, um valor referentes a US$ 12,9 bilhões, seguido pela Argentina (US$ 5,4 bilhões), China (US$ 5,2 bilhões) e Brasil (US$ 1,4 bilhões). Entre os fatores destacados para a economia está a redução do uso de agrotóxicos, já que os transgênicos são modificados geneticamente para resistirem a pragas. O relatório aponta o Brasil como terceiro maior produtor mundial de culturas transgênicas. "O Brasil em poucos anos, praticamente com quatro safras, foi para a terceira posição e por termos uma área agricultável muito extensa comparativamente com outros países do mundo as possibilidades de expansão são muito grandes", avalia Edgard, ao ressaltar que os resultados poderiam ser maiores, frente à dimensão territorial e potencial agrícola brasileiro. Pereira afirma, também, que a adoção das sementes transgênicas permite ainda o cultivo em regiões e solos que com a lavoura convencional não poderia ser utilizado. "Esse é o caso das costas das montanhas aonde é difícil preparar a terra e fazer toda a preparação do solo que seria necessário. Com as sementes geneticamente modificadas, o plantio é viabilizado". A apresentação do estudo na Câmara dos Deputados ocorreu às vésperas da decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de aprovar ou vetar, até quarta-feira, a medida provisória que reduz o número de integrantes da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Caso aprovada, a MP facilitaria a liberação de sementes transgênicas, uma das reivindicações das multinacionais que pesquisam a tecnologia. (fonte: Gazeta Mercantil)
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