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Seminário aborda novas tecnologias voltadas para a produção do tomate

Por Leila Ming Bratfisch Importante cultura para o País e fruto de presença constante na mesa dos brasileiros, o tomate passa por uma fase de pouca transferência de tecnologia, ao menos no que se refere aos pequenos produtores. Além disso, regiões produtoras significativas permanecem desconhecidas para grande parte da indústria, tendo que escoar sua produção para poucos compradores. Com o objetivo de alterar estes cenários, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, oferece, neste dia 29 de outubro (quarta-feira) em Campinas (SP), o “Seminário sobre inovações tecnológicas na cadeia produtiva do tomate: geoprocessamento e agricultura de precisão”. “O evento vai mostrar que existe tomate em diversos pontos do País que não têm a visibilidade adequada. Queremos promover integração entre os produtores de tomate de agricultura familiar. É uma cadeia centralizada em regiões específicas, entre as quais não há relação. Como conseqüência, os produtores ficam atrelados a poucas empresas, o que prejudica seu poder de negociação. A idéia é, por isso, mexer com toda a cadeia, incentivando o incremento de produção nesses locais”, revela o pesquisador do ITAL Paulo da Rocha Tavares, um dos coordenadores do evento. “Existem várias inovações na cadeia produtiva do tomate, mas destacamos especificamente o geoprocessamento e a agricultura de precisão porque são ferramentas emergentes dentro da tecnologia agrícola e de alimentos”, explica Jorge José do Vale Oliveira, que também coordena o evento. O geoprocessamento é o processamento de imagens produzidas por satélites com o objetivo de saber quais são as regiões produtoras e identificar possíveis problemas. O conceito de agricultura de precisão também está ligado a esta idéia. Por meio do processamento das imagens, é possível identificar o que é melhor para se plantar em determinada região, considerando características como clima e solo. As imagens permitem a obtenção de uma informação pontual, de acordo com a abordagem pretendida. Exemplos de tecnologias emergentes e de possível implantação na cadeia de tomate, tanto o geoprocessamento quanto a agricultura de precisão ainda carecem, todavia, de disseminação junto aos produtores. Além dos dois temas destacados, outros de grande importância para a cadeia do tomate serão abordados. Exemplos são: tecnologias utilizadas no cultivo dos tomates industriais e de mesa; a importância das boas práticas, do controle dos riscos e da esterilização na qualidade do tomate; embalagem para transporte; e uma palestra sobre o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). O trabalho do ITAL, como instituição que pode oferecer suporte aos produtores e à indústria, não se encerra, contudo, com a realização do evento. O Instituto está apto a prestar serviços em aspectos como transporte e distribuição; implantação de sistemas de APPCC (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle) em empresas; esterilização com métodos confiáveis e adequação de processos. Além disso, atua, em diversas oportunidades, como difusor de tecnologia, tanto por meio de consultorias, quanto por treinamentos, entre outras possibilidades de interação. “O tomate é extremamente interessante, principalmente para a saúde do homem, já que o licopeno atua na prevenção do câncer de próstata. Mesmo com o processamento, é possível aproveitar essas propriedades. O evento pretende ajudar a possibilitar um produto mais saudável, mais confiável, com mais lucro para o produtor e melhores formas de processamento”, defende Tavares. “Temos que ressaltar as qualidades intrínsecas do tomate. O seminário também tem este objetivo”, completa Oliveira. SERV IÇO Seminário sobre Inovações Tecnológicas na Cadeia Produtiva do Tomate: Geoprocessamento e Agricultura de Precisão Data: 29 de outubro de 2008 Local: ITAL – Avenida Brasil, 2880 – Campinas-SP Assessoria de Comunicação 11 5067-0424 (José Venâncio – Gabinete da APTA) 19 3743-1757 (Leila Ming – ITAL)
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