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Secretaria de Agricultura instala 17 estações meteorológicas automáticas no interior paulista em junho de 2015

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, instalou 17 estações meteorológicas automáticas no interior de São Paulo, no final de junho de 2015. Os pontos automáticos de medição de temperatura, umidade relativa do ar e precipitação foram instalados nas cidades de Analândia, Artur Nogueira, Capivari, Cosmópolis, Holambra, Ipeúna, Itapira, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Morungaba, Paulínia, Pedreira, Socorro, Santa Bárbara d’Oeste, Santo Antônio de Posse, Valinhos e Vinhedo. A expectativa é que até o final deste ano sejam instaladas outras 39 estações no Estado de São Paulo.

O IAC conta com um dos mais antigos e completos banco de dados climáticos do País, com registros desde 1890. Essas informações contribuem para as atividades no campo e na cidade. A partir delas, é possível indicar orientações agrometeorológicas aos agricultores e embasar o zoneamento agrícola, exigido para empréstimos e seguros rurais. Nas cidades, os dados apoiam ações de prevenção e de segurança das unidades da Defesa Civil, nos períodos de seca e de enchente.

O IAC tem 161 estações meteorológicas automáticas distribuídas no Estado de São Paulo, com informações atualizadas a cada 20 minutos. A expectativa é chegar até o final de 2015 com 200 estações instaladas. “Nenhum outro Estado brasileiro tem um acervo tão extenso como o nosso. Na América Latina, não há outro País com base de dados semelhante”, afirma Orivaldo Brunini, pesquisador do Instituto Agronômico. Brunini ressalta o apoio do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO), da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), dos Polos Regionais da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) e da Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (Fundag).

Graças aos trabalhos do IAC, São Paulo é hoje o Estado com a maior quantidade de informações meteorológicas do País. No campo, elas são usadas para orientar as etapas do processo de produção e indicar adequadamente variedades adaptadas às condições climáticas da região onde se pretende cultivá-las. A ferramenta agrometeorológica contribui para o uso racional dos insumos e sua aplicação no melhor momento, evitando coincidências com períodos chuvosos. Esse pacote tecnológico reduz impacto ambiental e desperdício de produtos.

De acordo com Brunini, um banco de dados é fundamental para o trabalho agrometeorológico, assim como as coleções de plantas, chamadas bancos de germoplasma, são essenciais para os estudos de melhoramento genético. “O maior desafio mundial é a questão do aumento de temperatura e a escassez de água. Um banco de dados como o do IAC é vital para o desenvolvimento de novas pesquisas agrícolas, na geração de variedades resistentes ao estresse hídrico, por exemplo”, explica.

Em trabalho recente, o IAC mostrou que o aumento de temperatura não é um empecilho para o plantio de cana-de-açúcar e café no Estado de São Paulo e também nas outras áreas de cultivo no Brasil. “Estamos também finalizando o zoneamento ambiental de nove espécies de plantas florestais”, afirma Brunini.

As informações climáticas do IAC podem ser acessadas por qualquer computador ou celular conectado à internet, por meio do site http://www.ciiagro.sp.gov.br/, do Centro Integrado de Informações Agrometereológicas (Ciiagro), do IAC, que recebe quatro mil acessos por dia. O endereço www.ciiagro.org.br/ema disponibiliza informações climáticas diariamente. As Casas de Agricultura podem ter acesso as informações no site www.cati.sp.gov.br/rededataclima. Os dois endereços somam outras 100 mil consultas mensais.  “Somos referência para outros Estados brasileiros e também para países como Angola, Moçambique   e até mesmo Estados Unidos, que implantam sistemas meteorológicos inspirados no nosso”, explica Brunini.

De acordo com o pesquisador do IAC, ao longo dos anos, os agricultores reconheceram a importância dessas informações, sobretudo no cenário de alterações climáticas. “Eles viram que todo o planejamento agrícola pode ser mais efetivo e eficiente com o uso da agrometeorologia”, afirma.

As informações do Instituto Agronômico são bastante utilizadas por outras instituições de pesquisa e ensino brasileiras e compõem os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O Ciiagro faz parte da Organização Meteorológica Mundial (OMM) e da Comissão de Meteorologia Agrícola.

 

Texto: Fernanda Domiciano – Assessoria de Imprensa – IAC

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