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Secretaria de Agricultura incentiva jovens estudantes no caminho da ciência

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo promove anualmente, por meio do Instituto de Pesca, o Seminário de Iniciação Científica do Instituto de Pesca (SICIP). Em sua décima edição, o evento ocorreu no dia 4 de agosto.

O seminário conclui o intercâmbio entre graduandos bolsistas de iniciação científica e pesquisadores-orientadores do Instituto de Pesca, buscando introduzi-los ao ‘modus operandi’ de uma reunião científica (espaço adequado para exposição e discussão de ideias e agendas científicas), etapa obrigatória na capacitação dos futuros pesquisadores.

Esse tipo de evento vem sendo muito bem sucedido por despertar o interesse e promover um engajamento sério e consistente de estudantes universitários em atividades de pesquisa. “A convivência com pesquisadores de carreira (seus orientadores), mestrandos e estagiários no dia a dia do Instituto proporciona aos jovens estudantes uma perspectiva particular sobre a atividade científica, ao permitir que se integrem ao processo de produção do conhecimento, o que é completamente diferente da rotina de aprendizagem acadêmica”, explica a pesquisadora Cláudia Maris Ferreira Mostério, Coordenadora do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do IP (PIBIC-IP), que tem o patrocínio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O Instituto de Pesca, como instituição de pesquisa, também cumpre o papel de despertar e confirmar vocações para a ciência. Os trabalhos científicos apresentados pelos bolsistas Secretaria/Instituto de Pesca abordaram: ranicultura, valor nutricional do pescado, tecnologia de carne mecanicamente separada de pescado, farinha de algas marinhas, contaminantes químicos em pescado e coprodutos, tilapicultura, ecotoxidade, sanidade de organismos aquáticos, ecologia alimentar, dieta alimentar de peixes, zooplâncton, nanopartícula, petrechos de pesca perdidos no mar e sanguessugas em siris.

As apresentações foram avaliadas pela doutora Valquíria Hippólito Barnabé e pelo doutor Francisco Javier Hernandez Blazquez, integrando o Comitê Externo do PIBIC, representando o CNPq, bem como por Pedro Mestre Ferreira Alves, Assistente Técnico de Pesquisa do Instituto de Pesca. Os doutores Valquíria e Francisco, que atuam na área de Ciências Agrárias, são professores do Curso de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, Bolsistas de Produtividade em Pesquisa do CNPq e orientadores de Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado. Ao final das apresentações os avaliadores indicaram os três melhores trabalhos, que foram premiados.

Outras demandas

Com participação crescente no cenário científico como produtor de conhecimento original, o Instituto de Pesca também busca atender a demandas originadas nos demais elos da cadeia produtiva do pescado e de órgãos ligados à gestão ambiental. Para tanto, oferece assessoria científica e assistência técnica, nas quais se incluem pareceres, informações estatísticas, relatórios técnicos, produção de insumos etc. A instituição mantém ainda contato com o grande público por meio de três interfaces: o seu site, o Museu de Pesca, em Santos, e o Aquário, no Parque da Água Branca, recursos que permitem ao Instituto responder também por um papel educativo, em termos de difusão científica e de conscientização pela sustentabilidade ambiental.

Máquinas de pensar ou equipes?

“O doutor Zeferino Vaz, ex-reitor da Unicamp, disse certa vez que uma universidade se faz com cérebros, cérebros, cérebros, equipamentos, bibliotecas e prédios... E ele está certíssimo, sendo que isto vale também para as instituições de pesquisa como a nossa”, disse o pesquisador Roberto da Graça Lopes, que fez a apresentação do X SICIP.

Para Graça Lopes, quando se fala em ‘cérebros’, o que nos vem à mente é uma supervalorização da inteligência. “Uma porção de ‘maquininhas de pensar’, reclusas em suas salas, em suas manias, a nos brindar de vez em quando com ‘insights’ maravilhosos, com tijolinhos vitais para a construção do conhecimento científico e tecnológico. Seres que apesar de estranhos, por vezes antiquados, sem preocupação com o vestir e essas coisas afeitas à vaidade humana, nos causam admiração.”

Ele frisou que, hoje, a ciência deve ser considerada no contexto das atividades humanas coletivas. “Que a atual complexidade do trabalho de pesquisa exige a substituição do ‘gênio’ pela equipe. E na equipe há espaço para cientistas em diferentes estágios de maturação e diferentes especializações... espaço para diferentes tipos de inteligência. Todas integradas para melhor distribuir funções, para prover avanços, renovação e continuidade, para facilitar parcerias”.

Uma equipe ideal consegue integrar pessoas em vários estágios da formação científica. E, neste particular, a melhor integração se dá quando o líder tem a predisposição de partilhar saberes, tem humildade e desconstrói barreiras interpessoais que inibam a integração intra e interequipes.

Em sua apresentação aos participantes do SICIP, Graça Lopes disse que “aprender inicia-se por se espelhar e, se o orientador for aberto, bom, bem intencionado, a tendência é que os membros de sua equipe também o sejam (a própria seleção natural se encarrega disso). No seio da comunidade (equipe/instituição) é que se ensina e pratica a civilidade (no nosso contexto, pode-se ampliar este conceito para a ética científica). O pesquisador tem imensa responsabilidade na construção da “postura ética e científica” do graduando e do pós-graduando”.

Quando a instituição optou por receber estagiários, optou por participar do Programa de Bolsas de Iniciação Científica do CNPq, optou por possuir um Programa de Pós-graduação – optou por ser uma comunidade acolhedora para interessados em se dedicar à pesquisa. Opções que incorporaram graduandos e pós-graduandos à comunidade institucional, pelos quais o Instituto se tornou responsável.

Em vista disso, ano a ano, a Secretaria de Agricultura, por meio do Instituto de Pesca, tem buscado aprimorar o cumprimento da sua responsabilidade de atuar também na formação de futuros pesquisadores. O foco é dar oportunidade aos jovens de se integrarem à dinâmica institucional de pesquisa, conhecendo seus meandros, seus atores, sua motivação e diferentes metodologias científicas. O foco é preparar os jovens para tomar uma decisão: atuar ou não em uma carreira extremamente competitiva e exigente, pois um espaço nessa carreira, nesse nicho do mercado de trabalho, exige cada vez mais múltiplas competências e muito tempo e esforço investido em autoformação.

O Seminário de Iniciação Científica é uma das ferramentas para isso. E, com este X SICIP, a Secretaria de Agricultura paulista conclui mais um ciclo do PIBIC-IP/CNPq, o ciclo da turma 2014-2015, já estando em andamento as atividades da turma 2015-2016. Passos continuados na tarefa essencial de formar novos recursos humanos para a ciência brasileira.

 

Por: Antonio Carlos Simões

Mais informações:

Assessoria de Imprensa

Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

Instituto de Pesca

Fone: (13) 3261-5474

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