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Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP possui variedade de sorgo específica para produção de vassoura caipira

Você sabia que a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio seu Instituto Agronômico (IAC-APTA), possui três variedades de sorgo-vassoura registrada no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)? As variedades IAC 10V60 Tietê, IAC 10V70 Saltinho e IAC 10V50 são ideais para a produção de vassouras caipiras e uma fonte de renda importante para pequenos e médios produtores, já que o produto agrega valor a produção. Os preços da palha e da própria vassoura estão em elevação há alguns anos. Por meio da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), a Secretaria também comercializa sementes de cultivares de sorgo para produção de vassouras e para uso forrageiro.

A variedade de sorgo-vassoura IAC 10V60 Tietê apresenta panículas com 60 centímetros de palha flexível, o que a torna ideal para a produção de vassouras caipiras. “Quanto mais comprida a palha, mais interessante para o consumidor, pois a vassoura dura mais”, explica Eduardo Sawazaki, pesquisador do IAC, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). O sorgo-vassoura é cultivado em pequenas áreas, requer mão de obra considerável e rende mais por área do que algumas culturas tradicionais.

A IAC 10V60 produz em média 1,5 toneladas de palha seca por hectare e pode ser cultivado em todas as regiões do País. O sorgo-vassoura é uma planta rústica e não é necessária a aplicação de defensivos agrícolas. De acordo com pesquisadores, o sorgo-vassoura produz panículas de boa qualidade mesmo quanto cultivado em solos marginais supridos moderadamente por nutrientes e tolera bem monoculturas repetidas em uma mesma área.

A variedade IAC 10V60 já é utilizada pelos produtores paulistas, principalmente no município de Tietê. O IAC disponibilizar sementes de alta qualidade para os produtores rurais, que podem entrar em contato com o setor do Instituto pelo 19 99710-5936.

O sorgo-vassoura foi introduzido no Brasil pelos imigrantes europeus e se espalhou pelo País. Na década de 1930, existiam 17 fábricas de vassoura de sorgo no Estado de São Paulo e parte da palha utilizada era importada da Argentina, Itália e Uruguai. Essa indústria floresceu até o surgimento da fibra sintética, quando as vassouras de plástico foram tomando conta do mercado e as fábricas de vassoura de sorgo desaparecendo. A produção de fibra e a técnica de confecção da vassoura foram preservadas em algumas localidades. Em Tietê, essa atividade é mantida por mão de obra familiar, especialmente pelos membros mais velhos.

Aspectos econômicos

Quinto cereal mais importante do mundo – superado apenas por trigo, arroz, milho e cevada –, o sorgo é cultivado em áreas quentes e secas. Começou a ser utilizado pela África para o consumo humano e animal, sendo posteriormente introduzido na Índia e China. Cerca de 35% da produção mundial é destinada ao consumo humano e a maior parte à elaboração de ração e como forragem.

No Brasil, o cereal é cultivado principalmente para suprir a demanda das indústrias de ração e como forragem para alimentação de ruminantes. Entretanto, a produção para consumo na alimentação humana vem crescendo.

São Paulo ocupa a terceira posição entre os maiores produtores do País. De acordo com o Valor da Produção Agropecuária, calculado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA/APTA), órgão de pesquisa vinculado à Pasta, em 2020, o Estado produziu 231.443 toneladas, montante 48,83% superior ao obtido em 2019, o que permitiu que o cereal galgasse 11 posições no ranking dos principais produtos da agropecuária paulista. O estudo aponta ainda que, com preços 28,8% superiores, o valor gerado no campo foi de R$ 129,5 milhões. No Estado de São Paulo, as regiões de Avaré, Araçatuba, Barretos, Itapeva e Ourinhos concentram mais 60% da produção total do grão.

CDRS disponibiliza sementes de sorgo vassoura e sorgo forrageiro para produtores rurais

A Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), por intermédio do Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes (DSMM), produz sementes de duas variedades de sorgo: vassoura e forrageiro.

A cultivar AL-Vitória é destinada ao cultivo de sorgo para a fabricação de vassouras, sendo cultivada com o intuito de disponibilizar sementes para os produtores rurais interessados, na Fazenda Ataliba Leonel, unidade do DSMM, localizada no município de Manduri (SP). As sementes encontram-se disponíveis para venda na embalagem de 5kg, comercializados a R$ 50,00/saca. “O período ideal para o plantio é a partir de outubro, indo até o final de dezembro”, ensina o engenheiro agrônomo Gerson Cazentini Filho, diretor do Centro de Produção de Sementes (CPS/DSMM).

Já para o intuito de forragem, o DSMM trabalha com a cultivar Catissorgo, desenvolvida pelo Instituto Agronômico (IAC) e multiplicada pela CDRS/DSMM. “O período de plantio é maior e vai de outubro a março, porém, quando mais cedo for plantado, maior será o volume produzido”, explica Cazentini. As sementes do Catissorgo são comercializadas em embalagens de 20kg, a R$ 175,00/saca.

As encomendas dessas e outras sementes da Secretaria de Agricultura e Abastecimento produzidas pelo DSMM/CPS podem ser feitas pelo WhatsApp (19) 99790-8824.

Por Fernanda Domiciano
Assessoria de Imprensa - APTA
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salmeida@sp.gov.br

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