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Secretaria atende pedido de agricultores familiares e ensina controle biológico em Mogi das Cruzes

As tecnologias de controle biológico de pragas, nematoides e doenças desenvolvidas pelo Instituto Biológico (IB), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, foram levadas a Mogi das Cruzes no dia 24 de novembro. No ciclo de palestras do Programa de Sanidade em Agricultura Familiar (Prosaf), o secretário Arnaldo Jardim reforçou a missão do Governo do Estado em transferir o conhecimento de seus centros de pesquisa para gerar renda e aumentar produtividade no campo. Os temas abordados foram escolhidos pelos próprios agricultores familiares de acordo com suas demandas mais urgentes.
O evento coordenado pelo IB, com a colaboração da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) da Secretaria, se pautou nas demandas eleitas pelos 414 integrantes da Associação de Produtores Rurais de Jundiapeba e Região (Aprajur), produtores principalmente de hortaliças. A programação “Manejo e métodos de controle de pragas, doenças e nematoides em folhosas e brássicas” respondeu à demanda dos associados e levou informações sobre um melhor cultivo de plantas como alface, brócolis, couve, rabanete e repolho. 
Responsáveis pelo abastecimento de feiras e supermercados que atendem cerca de 5 milhões de consumidores da região, da capital e do litoral paulistas, além de fornecer também para a merenda escolar, os agricultores familiares do chamado Cinturão Verde tiveram acesso a tecnologias do Instituto como o manejo correto da Fusariose em alface, uma das mais populares hortaliças. A doença de solo pode gerar perdas superiores a 70%.
Para evitar este tipo de prejuízo para as famílias agricultoras, o pesquisador Jesus Guerino Tofoli, do IB, ensinou, por exemplo, que não se deve regar a lavoura no fim de tarde, deixando o solo úmido por muito tempo. Os participantes aprenderam também que a temperatura ambiente ideal para a doença se manifestar é na faixa entre 23ºC e 30ºC, com maior ocorrência na Primavera e no Verão.
“O papel da Secretaria é ser útil e facilitar a vida dos produtores, principalmente dos pequenos e dos agricultores familiares, como sempre nos orienta o governador Geraldo Alckmin. E ser pequeno não é sinônimo de ineficiência ou dependência do governo”, ressaltou Arnaldo Jardim.
Kazushi Tassato, produtor de cebolinha e presidente da Aprajur, viu nas pesquisas da Secretaria a chave para resolver os problemas de uso crescente de agroquímicos. Ele contou que a demanda pelas palestras do Prosaf surgiu justamente porque, com muitos agricultores não variando suas lavouras e “descansando” o solo, o nível de defensivos necessário estava ficando cada vez maior.
Para Kazushi, o evento reforçou o processo de diminuição de uso de agroquímicos, que aumenta não apenas a saudabilidade dos alimentos, mas reduz os custos de produção. O presidente acredita que se um dos 414 associados seguir as orientações, já será um ponto positivo “porque o vizinho vai ver que está dando certo e vai querer fazer também na terra dele”.
Para crescer
Outra recomendação dada pelos técnicos já é seguida por alguns produtores: rotacionar a cultura no solo, variar o tipo de produção para não esgotar os nutrientes da terra – o que demanda um nível maior de agroquímicos. Quem já segue esse sistema é Eliane leal da Silva, que há 38 anos mora em Mogi das Cruzes e produz ao lado dos dois filhos, também atentos às orientações do IB.
Ela explicou que faz essa variação não apenas para poupar o solo, mas também por fatores econômicos e para aproveitar sua área. “Quem tem pouca terra tem que produzir de tudo um pouco. Porque quando o preço de uma hortaliça não está muito bom, é o preço de outra que segura o nosso sustento”, contou, dizendo que vende basicamente para feirantes.
Quem também varia sua produção para garantir o sustento de casa é o pernambucano Amauri Alves da Silva, que há 10 anos se instalou em Mogi ao lado dos irmãos, também produtores. “Eu cultivo um pouquinho de cada coisa para estar sempre vendendo com preço bom. Porque a mercadoria nem sempre está com um bom valor para venda, então uma compensa a outra”, explicou Amauri.
O ciclo de palestras em Mogi das Cruzes contou com apoio do Instituto BioSistêmico (IBS) e parceria da Cati, que atua na região principalmente levando ao homem do campo orientações sobre como acessar os projetos da Secretaria como Microbacias II e gerir melhor sua propriedade. O braço de extensão rural do Governo do Estado auxilia também na administração, guiando pontos como preços médios para venda e custos de produção.   
Para ver mais fotos do ciclo de palestras clique aqui.
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Hélio Filho
Secretaria de Agricultura e Abastecimento
Assessoria de Comunicação
Praça Ramos de Azevedo, 254 - Centro/SP
(11) 5067-0125

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