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Salários rurais mensais tem evolução positiva no Estado de São Paulo, de 2000 a 2009

Os salários rurais dos trabalhadores com recebimento mensal apresentaram, de maneira geral, evolução positiva no Estado de São Paulo ao longo do período 2000-2009, segundo estudo do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. As maiores taxas de crescimento foram observadas para mensalista (3,75% ao ano) e tratorista (3,40% ao ano), de acordo com os pesquisadores Maria Carlota Meloni Vicente, Celma da Silva Lago Baptistella, Vera Lucia Ferraz dos Santos Francisco e Carlos Eduardo Fredo. “Valores um pouco menores foram obtidos para capataz (2,81% a.a.) e administrador (2,53% a.a.).”
Em relação às regiões administrativas, as maiores taxas de crescimento nos salários de mensalistas foram observadas na Baixada Santista (6,21% a.a.), Presidente Prudente (4,33% a.a.), Araçatuba (4,31% a.a.) e Marília (4,27% a.a.), bem como São José do Rio Preto e São José dos Campos, ambos com 4,18% a.a. Até 3,5% de crescimento ao ano, apresentaram as regiões administrativas de Bauru (3,96% a.a.), Franca (3,81% a.a.) e Barretos (3,50% a.a.). As demais regiões obtiveram taxas de crescimento inferiores a 3,50% a.a., de acordo com o estudo. 
Para a categoria tratorista, dizem os pesquisadores do IEA, taxas superiores a 4% ao ano ocorreram em Araçatuba (5,13% a.a.), Presidente Prudente (4,55% a.a.), São José do Rio Preto (4,42% a.a.) e Franca (4,18% a.a.). Destacam-se ainda Ribeirão Preto (3,63%), Barretos 3,52%) e Marília (3,44% a.a). Valor negativo foi constatado em Registro (-0,62% a.a.).
Quanto ao capataz (empregado que tem sob sua responsabilidade os demais trabalhadores da unidade produtiva rural, controlando as jornadas e a qualidade do trabalho), as maiores taxas de crescimento salarial foram observadas nas regiões administrativas Central (5,42% a.a.), Araçatuba (4,24% a.a.), Presidente Prudente (3,83% a.a.) e Franca (3,73% a.a.). Taxa negativa ocorreu em Registro (-1,52% a.a.).
Na categoria de administrador (responsável pela execução de serviços gerais e gerenciamento da propriedade como um todo), houve maior crescimento de salários nas regiões administrativas da Baixada Santista (10,06% a.a.). Nas demais, o aumento foi menor que 4%, ou seja, com variação de 3,96% ao ano em São José do Rio Preto a 0,75% ao ano em Barretos.
Em relação às médias salariais (abril e novembro) das diferentes categorias de trabalho em 2009, evidenciou situações distintas nas regiões administrativas. No caso do administrador, os maiores salários foram pagos em Campinas, Baixada Santista, Ribeirão Preto e Franca. Do lado oposto, ficaram São Paulo, Registro e Presidente Pudente. Para capataz, salários superiores foram pagos nas regiões administrativas de Araçatuba, Barretos, Franca, São José do Rio Preto e Campinas, enquanto os menores ganhos foram observados em São Paulo, Bauru e Registro.
Para tratoristas, salários maiores que a média estadual foram encontrados em Franca, Araçatuba, Ribeirão Preto, Barretos, São José do Rio Preto e Campinas. E para os mensalistas em Araçatuba, São José do Rio Preto, Barretos, Ribeirão Preto, Franca e Central. No caso do tratorista, o menor valor foi observado em Registro e do mensalista, na Baixada Santista.
As taxas de crescimento estaduais, para as categorias de trabalhadores com recebimento diário (volantes e diaristas), foram, respectivamente, de 4,78% e 4,65% ao ano, de acordo com o estudo. Tanto para o volante quanto para o diarista, a maior taxa de crescimento ocorreu em Araçatuba.
Segundo os pesquisadores do IEA, as informações revelam evolução favorável dos salários rurais diante da queda na ocupação. Para as categorias com recebimento mensal, melhores salários foram pagos nas regiões administrativas de Franca, Araçatuba, Campinas, Barretos, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, que se destacam nas produções de cana, carne bovina, laranja para indústria e mesa, leite, soja, ovos, café e milho. As maiores diárias de diaristas e volantes também foram pagas nas mesmas regiões administrativas, devido aos cultivos que utilizam mão de obra na operação de colheita. “Ao se considerar o Estado de São Paulo, diaristas e volantes apresentaram taxas superiores de crescimento das diárias em relação às categorias com recebimento mensal.”
Link: íntegra do artigo “Salários rurais nas Regiões Administrativas do Estado de São Paulo”
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
Eliane Christina da Silva (estagiária)
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