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Safra do algodão não recupera prejuízos em SP

De acordo com o presidente da Associação Paulista de Produtores de Algodão (Appa), Ronaldo Spirlandelli de Oliveira, esta safra pode ser considerada boa em relação aos últimos dois anos, mas ainda não representa a recuperação do setor. Tivemos melhor produtividade e uma pequena redução nos custos. Vai terminar no zero a zero , acredita. São Paulo plantou 30 mil hectares, com produção estimada de 34 mil toneladas de pluma. A produtividade média é de 1.100 quilos/hectare e os custos são muito variados. Vão R$ 3.000 a R$ 3.700, calcula o presidente da Appa. Nas duas últimas safras tivemos problemas com o clima: seca de 40 dias em 2004/2005 e excesso de chuva e seca em 2005/2006. Alguns produtores paulistas nem colheram na safra retrasada, pois custaria mais caro colher do que o que seria recebido pela venda da fibra , lembra Oliveira. Para ele, nesta safra, se não fosse o cambio o mercado interno estaria mais firme, pois os preços internacionais estão bons. O presidente da Appa, que também é produtor de algodão, explica que o que possibilitou empatar custos foi a redução de preços de alguns produtos e a produtividade melhor. Outro fator que tem ajudado na conta final é o apoio do governo federal na comercialização (40% safra), complementando o preço mínimo que hoje é de R$ 44,60. Da porteira para fora, o máximo que podemos fazer é minimizar os riscos com a utilização de ferramentas disponíveis, como o hedge (proteger o preço da mercadoria no mercado futuro), seguro rural e troca de insumo por produto. Outra opção tem sido a venda antecipada para o mercado externo de até três safras, embora os produtores paulistas vendam apenas no mercado interno. Uma parte dos custos de produção pode ser dolarizada, como a compra de defensivos. Comprando em dólar e vendendo em dólar consegue-se (nesta parte do custo, que representa 30% do total) fazer um hedge natural, eliminando-se riscos de oscilação , justifica. Mas isso só é possível em alguns itens. De acordo com o analista Marcos Rubin, da Agroconsult, ao optar pela venda antecipada, o produtor deve ter domínio dos custos para garantir bons preços e conseguir cobrir, pelo menos, os gastos com a lavoura.As informações são da assessoria de imprensa da Famato. Redação Fonte: Agrolink
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