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Robalo-peva tem boa adaptação à criação em água doce, no Vale do Ribeira

O robalo-peva possui boa adaptação às condições de criação em água doce, tanques-rede ou viveiros, resistindo a manejos de estocagem, biometria, despesca com puçás ou redes e alimentação com rações comerciais. Esta é uma das conclusões do estudo “Robalo no Vale do Ribeira, ocorrência natural e perspectivas para criação comercial”, dos pesquisadores Camila Fernandes Corrêa e Antonio Fernando G. Leonardo, do Polo do Vale do Ribeira/APTA Regional da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Após a realização de quatro estudos sobre adaptação e manejo alimentar, o robalo-peva mostrou que tem potencial para criação em água doce. Os pesquisadores observam, porém, que é necessário avançar nos estudos, principalmente na área de nutrição, para tornar viável a produção.
Até agora, as pesquisas focaram em sua maioria a reprodução, larvicultura e obtenção de juvenis de robalo-peva, dizem Corrêa e Leonardo. “No que diz respeito à fase de crescimento, até atingir o tamanho de mercado, muitas pesquisas ainda devem ser realizadas para ampliar o conhecimento em torno desta espécie e permitir o desenvolvimento da sua criação comercial, a exemplo do que ocorre com o robalo europeu, Dicentrarchus labrax, e o robalo asiático, Lates calcarifer, em outros países. Os trabalhos de criação nos diversos ambientes, focando sistemas de criação, manejo, alimentação e nutrição, são fundamentais para esclarecer o comportamento do robalo-peva em cativeiro, e futuramente também do robalo-flexa.”   
O Polo Regional do Vale do Ribeira vem desenvolvendo pesquisas em piscicultura continental nas mais diversas áreas, como piscicultura em tanque-rede e viveiros escavados, estudo de espécies como tilápia, matrinxã, cachara e tambacu e trabalhos de manejo, reprodução e nutrição de peixes.
A criação de robalo-peva em água doce é uma das novas linhas de pesquisa desenvolvidas no Polo do Vale do Ribeira, com sede em Pariquera-Açu. “Estudos sobre o comportamento e biologia deste peixe, no ambiente natural e sobre o manejo alimentar em criação, já foram realizados para subsidiar os próximos trabalhos que tem como objetivo a obtenção de uma tecnologia que permita a criação desta espécie nativa altamente valorizada.”
Ambiente natural
Um dos estudos sobre ambiente natural, realizado no Polo Regional, trata da ocorrência e da biologia do robalo no Rio Ribeira, abrangendo todo o seu percurso paulista entre as cidades de Ribeira, na divisa com o Paraná, e Iguape onde o rio encontra o mar. “Esse estudo baseou-se principalmente nos relatos dos pescadores ao longo das seis cidades recortadas pelo Rio Ribeira, além da análise de peixes coletados, com a obtenção de dados biométricos, análise da coloração das gônadas para determinação do sexo e de conteúdo estomacal para observação do comportamento alimentar.” Os pescadores falam da ocorrência de cardumes até a cidade de Iporanga, a 260 km do mar rio acima.  Neste mesmo local, foi possível coletar alguns exemplares de robalo-peva, comprovando os relatos. 
O robalo foi considerado pelos pescadores uma das espécies mais importantes do Rio Ribeira, ao lado do cascudo e da manjuba, relatam os pesquisadores. “Diversas atividades são desenvolvidas em torno da pesca do robalo na região, como pesca profissional, artesanal e esportiva, pilotagem , coleta de isca viva, atividades em peixarias,  marinas e comércios de material de pesca, além de venda de peixes diretamente para o consumidor final, para peixarias ou para atravessadores que destinam o pescado a entrepostos atacadistas.”   
Assim, concluem os pesquisadores, o robalo tem grande importância para as comunidades ribeirinhas. “E na sua preservação deve ser levado em conta o conhecimento dessa população e as características específicas em cada porção do rio.”
Outros estudos abrangeram a composição do filé e o rendimento da carcaça do robalo-peva do rio, do mar e de criação.  A conclusão é de que tanto os robalos de criação quanto os oriundos do rio e do mar tem igualmente valores satisfatórios de rendimento de carcaça, mas há diferenças de composição nos filés, principalmente em relação à quantidade de gordura total e composição dessa gordura.   
Link: íntegra do estudo
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende/ Eliane Cristina da Silva e Camila Amorim (estagiárias)
(11) 5067-0424
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