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Rio Grande do Sul dobrará a produção de leite nos próximos dois anos

O anúncio da construção de novas plantas industriais de quatro grandes laticínios no Rio Grande do Sul movimenta a pecuária leiteira do Estado. Nos próximos dois anos, a demanda de leite deve aumentar em 3 milhões de litros/dia, sendo que, atualmente, a média de produção de leite no RS é de 6,6 milhões/dia. "Nesses dois anos o Estado terá de duplicar a produção atual para atender à demanda", diz o presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Estado (Gadolando), José Ernesto Ferreira. Um dos investimentos de vulto é o da Cooperativa Central Gaúcha de Leite (CCGL), uma das maiores do Estado, que estava praticamente parada e retomou as atividades em Cruz Alta. "A previsão é de instalação de uma planta grande, voltada para exportação de leite." Já a Nestlé anunciou investimento em Palmeiras das Missões, município entre Santa Rosa e Passo Fundo, dois tradicionais pólos leiteiros. A Embaré deve se instalar em Sarandi e a Laticínio Bom Gosto investirá em Tapejara, onde anunciou um projeto de produção de leite condensado para exportação. "Tem ainda a Consulati, de Pelotas, que está investindo pesado na ampliação da sua planta." Bom momento O veterinário Evandro Kurtz é técnico agropecuário e responsável pelos animais de 24 propriedades na região do Planalto Médio Gaúcho, que inclui os municípios de Passo Fundo e Tapejara. Segundo ele, nos últimos anos esses agricultores aumentaram em 50% o rebanho, porque encontraram na atividade estabilidade financeira. Os principais investimentos em tecnologia, diz, são em sanidade, principalmente no controle de doenças, e nutrição, para que os animais em lactação desenvolvam melhor seu potencial. "Com isso, em pouco tempo os produtores dobraram a produção", diz. Kurtz acredita que o produtor gaúcho não está esperando as indústrias se instalarem para melhorar a produtividade. "No momento que as indústrias chegarem, eles já estarão prontos."
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