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Rede Social do Café completa dez anos

Em 28 de junho de 2016, a Rede Social do Café completa uma década de atividades voltadas à comunicação do setor cafeeiro, tratando de assuntos que vão desde o plantio e manejo até a xícara, como define o mediador da Rede, Sérgio Parreiras Pereira, pesquisador da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, vinculado ao Instituto Agronômico (IAC-APTA). O conteúdo é atualizado diariamente com notícias sobre clima, cotação, comercialização e agroindústria, além de resultados de estudos do Consórcio Pesquisa Café, que tem o IAC dentre os integrantes.
Atualmente, a Rede Social do Café tem quase 17 milhões de acessos, vindos de todos os Estados do Brasil e de outros 164 países. São 4.825 integrantes cadastrados, que recebem diariamente informações e podem atuar em postagens.
De acordo com Pereira, a Rede tem o papel de informar, diariamente, os profissionais do sistema agroindustrial do café com relação às mais recentes notícias sobre o setor e inovações cafeeiras. “Isso vem sendo realizado, ininterruptamente, desde o início, há uma década. Outro papel, por meio da manifestação de seus usuários cadastrados, é prospectar demandas de informações e levantar problemas atuais da cafeicultura, o que acontece de forma mais esporádica, mas com boa frequência”, disse.
O mediador afirmou que informações e problemas reais do campo são levantados e debatidos pelos integrantes da Rede e, muitas vezes, chegam a pautar a imprensa. Por exemplo, a Rede Social do Café foi o primeiro espaço onde foi levantado o problema da seca e das altas temperaturas no verão de 2014 e os efeitos na produção de café. Este assunto recebeu 2.640 visitas na Rede.
Além de veicular informações, a Rede Social do Café produz o programa CaféWebTV, com entrevistas e conteúdo ligado à cafeicultura. A equipe atua na cobertura e transmissão, ao vivo, de eventos de destaque, como simpósios, seminários, congressos, palestras e dias de campo.
Pereira afirmou que os debates na Rede Social do Café envolvem assuntos de relevância e promovem a interação dos membros, por meio de postagens de textos, imagens e vídeos. “A ação coletiva dos integrantes da Rede tem o poder de apontar e debater problemas atuais da cafeicultura. Utilização das redes sociais como ferramenta de comunicação do setor cafeeiro foi um grande aprendizado.”
Pereira contou que o projeto surgiu da necessidade de aproximar as instituições de pesquisa e as universidades das principais demandas do setor produtivo de café, além de difundir as tecnologias geradas pela pesquisa para extensionistas e cafeicultores. “O conceito surgiu no âmbito do Consórcio Pesquisa Café em parceria com o Conselho Nacional do Café”, disse.
A Rede utiliza a Plataforma Peabirus. No início eram cerca de 40 comunidades de prática voltadas ao setor cafeeiro, divididas por tema. O pesquisador do IAC foi encarregado de mediar o que era chamada “Comunidade Manejo da Lavoura Cafeeira”, com foco nos aspectos filotécnicos da atividade cafeeira. Porém, com o passar dos anos, as demais comunidades, que não estavam sendo mediadas, foram deixadas de lado e assim a Rede Social do Café passou a incorporar todos os assuntos relacionados ao agronegócio cafeeiro. “Durante esse período, acompanhamos o crescimento contínuo de participantes, postagens e acessos”, diz Pereira.
A interatividade permite que qualquer integrante cadastrado possa realizar uma postagem levantando um problema ou questionamento e outros podem responder, proporcionando o debate. “O diálogo permite à construção coletiva do conhecimento”, resumiu. O pesquisador do IAC acredita que a Rede Social do Café colabora com o preenchimento de uma lacuna que existia no setor cafeeiro.
O secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, destacou o sucesso da iniciativa que visa difundir a cultura do café. “A história do café se mistura com a de São Paulo. Este segmento merece uma ferramenta moderna de divulgação. O governador Geraldo Alckmin, por meio de ações realizadas pela Secretaria, apoia as atividades que fomentam a produção e fortalecem o diálogo com o agricultor”, disse.
Sobre os próximos anos da Rede Social do Café, o mediador afirma que é difícil projetar um futuro quando se fala em internet, mas que tem como objetivo manter essa ferramenta de forma atuante, possibilitando a ampliação da utilização pelos profissionais ligados aos diversos elos do sistema agroindustrial do café brasileiro.
Entre os tópicos que tiveram maior destaque nesses dez anos consta o caso de contaminação por pesticida que causou o estremecimento no mercado cafeeiro entre Brasil e Japão. Outros assuntos que repercutiram bem foram o terraceamento das ruas de café nas montanhas e a seca e as altas temperaturas no verão de 2014.
Salto em acessos
O salto no número de acessos retrata a qualidade do conteúdo abordado na Rede Social do Café. Criada em 2006, três anos depois a Rede já tinha 500 mil acessos. Em 2010, bateu em um milhão, número que dobrou em um ano. Já em 2012 foram atingidos cinco milhões de acessos, que novamente dobraram em dois anos. Em 2015 completavam-se 15 milhões de acessos e, em 2016, são quase 17 milhões.
No Brasil, foram registrados acessos por todos os Estados da Federação, com destaque para Minas Gerais, que corresponde a 56%, seguido por São Paulo, com 23,46%, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Distrito Federal, Bahia, Rio Grande do Sul e Goiás.
Dos 4.825 integrantes cadastrados, apenas cerca de 5% atuam ativamente realizando postagem e/ou comentando, o que é o normal em comunidades de prática, segundo o mediador. Há outro grupo — o de não cadastrados —, que recebe diariamente as informações por meio de um mailing externo à plataforma, ou via Facebook e Twitter. Esse segundo grupo atua somente passivamente, como leitor, sem a prerrogativa de postar ou comentar dentro da Rede.
Consórcio Pesquisa Café
O Consórcio Pesquisa Café, criado em 1997, é um fórum originalmente fundado por iniciativa de dez instituições de pesquisa ligadas à cafeicultura: Instituto Agronômico (IAC), Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A (EBDA), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro-Rio), Universidade Federal de Lavras (Ufla) e Universidade Federal de Viçosa (UFV). O objetivo do fórum é o desenvolvimento de tecnologias para todas as etapas da cadeia produtiva do café.
Por Carla Gomes e Mônica Galdino
Instituto Agronômico – Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (IAC/Apta) Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
Mais informações
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
(11) 5067-0069

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