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Recorde na liberação de doses marca uma nova fase na produção de imunobiológicos do IB

Para auxiliar o Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose (PNCEBT) no diagnóstico e erradicação da tuberculose em bovinos, o Instituto Biológico (IB-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, acaba de aprovar sua maior partida de imunobiológicos já produzida até hoje: um lote com mais de 460 mil doses de Tuberculina PPD Bovina. Aprovada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), esta partida é 50% maior que uma convencional. As doses liberadas estarão disponíveis aos médicos veterinários habilitados em janeiro de 2020.

“O objetivo do IB é encerrar a falta de antígenos de tuberculose e brucelose. São mais de 92 anos de experiência e compromisso com a qualidade. Apenas uma instituição brasileira, com foco nos interesses nacionais e com corpo técnico altamente especializado, pode auxiliar o PNCEBT prover à população alimento seguro e manter nosso país no protagonismo na produção de proteína animal. São quase cinco anos sem reprovar uma partida de tuberculina no MAPA. Isto demonstra que qualidade é o foco principal na produção de imunobiológicos para atender os médicos veterinários e pecuaristas”, afirma o médico veterinário, Ricardo Spacagna Jordão, responsável técnico da produção de imunobiológicos do Instituto.

O Laboratório de Imunobiológicos do IB trabalha para aumentar sua capacidade de produção de kits para diagnósticos de brucelose e tuberculose disponibilizados para 24 Estados brasileiros, além do Distrito Federal. O Instituto recebeu investimento de R$ 3,5 milhões da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) para a compra de equipamentos, que visam aumentar a produção e viabilizar o desenvolvimento de novas pesquisas na área. A expectativa é que até 2021 o IB triplique sua produção de imunobiológicos, que neste ano foi de 4,5 milhões de doses. Os recursos foram disponibilizados pela FAPESP por meio do Plano de Desenvolvimento Institucional em Pesquisa (PDIP).

O IB é a única instituição brasileira autorizada a produzir os insumos que atendem o PNCEBT. Os imunobiológicos são utilizados para o diagnóstico de tuberculose e brucelose em animais. Sem esses antígenos, o País não pode vender nem comprar animais no exterior, além de prejudicar o trânsito interestadual e impactar diretamente na saúde da população. Pesquisas utilizando os novos equipamentos permitirão ainda dobrar o prazo de validade dos produtos e produzir frascos com doses menores, para atender a demanda dos pequenos produtores rurais. Saiba mais aqui: http://www.apta.sp.gov.br/noticias/novos-investimentos-devem-triplicar-produ%C3%A7%C3%A3o-de-ant%C3%ADgenos-usados-no-diagn%C3%B3stico-de-brucelose-e-tuberculose-em-animais

Tuberculose

Segundo a médica veterinária do setor de tuberculose do IB, Cristina Corsi Dib, as perdas econômicas mundiais associadas com a tuberculose bovina já foram estimadas em mais de três bilhões de dólares anuais. Por ser uma zoonose, a importância atribuída à tuberculose bovina vai além da esfera econômica, causando impactos negativos significativos na saúde humana e animal. A infecção causada pelo Mycobacterium bovis no homem é também chamada de tuberculose zoonótica.

Apesar de ser considerada como uma das doenças mais antigas da humanidade é considerada, hoje, como reemergente, tendo causado a morte de 1,5 milhão de pessoas das 9,6 milhões que desenvolveram a tuberculose ativa em 2014, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. O advento da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS) em muito colaborou para o aumento no número de casos de tuberculose e o risco de manifestação da doença em humanos, tanto por M. tuberculosis, como por M. bovis. Este fato reacendeu a discussão sobre a importância do M. bovis como agente causador, especialmente nos países em desenvolvimento onde os dados são escassos.

A tuberculose bovina é diagnosticada in vivo pelo exame clínico e o teste tuberculínico, feito com os imunobiológicos, e após a morte pelo exame histopatológico, bacteriológico, e técnicas moleculares.

O controle da tuberculose bovina baseia-se principalmente nos testes tuberculínicos do rebanho e eutanásia dos animais reagentes. Controle de tráfego de animais, inspeção de carcaças, exigência de exames prévios à aquisição de novos animais para o rebanho, compra de animais de rebanhos certificados como livre de tuberculose e quarentena dos animais recém-introduzidos no rebanho são outras medidas essenciais ao controle desta enfermidade.

Por Fernanda Domiciano

Assessoria de Imprensa - APTA

19 2137-8933

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