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Projeto “monitoramento embarcado da pesca industrial” gera primeiro curso de capacitação

O primeiro “Curso de Capacitação de Observadores Científicos em Embarcações Pesqueiras” será realizado no período de 22 a 30 de julho no Museu de Pesca, em Santos, como parte do projeto “Monitoramento Embarcado da Pesca Industrial para a Gestão Pesqueira em São Paulo (MEPI-SP)”. Desenvolvido pelo Instituto de Pesca (IP-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, o projeto é fruto de convênio assinado em dezembro do ano passado entre a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), a Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca da Presidência da República (SEAP/PR) e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa Agropecuária (FUNDEPAG).
O propósito do projeto é ampliar o sistema de coleta de dados pesqueiros do Instituto de Pesca, com a incorporação de informações pesqueiras obtidas a bordo e informações biométricas das capturas para o desenvolvimento de uma base de informações consistentes. Dessa forma, espera-se realizar análises técnicas precisas e a adoção de políticas públicas voltadas ao ordenamento da atividade pesqueira e à conservação das espécies, de maneira a viabilizar o uso sustentável dos recursos pesqueiros.
O projeto como objetivo o conhecimento científico da dinâmica de atuação e produção das diferentes artes de pesca na região Sudeste, com base no monitoramento da atividade a partir de embarques periódicos de observadores científicos, diz o oceanógrafo Éder Ferreira Bueno, gerente do projeto. Essa atividade tem como parceiros obrigatórios proprietários/armadores de embarcações.
Até a previsão de término em dezembro de 2010, o projeto receberá recursos no valor de R$ 728,46 mil, dos quais R$ 529,46 mil da SEAP – atual Ministério da Pesca - e R$ 199 mil do Instituto de Pesca, segundo o pesquisador Antonio Olinto Átila da Silva, diretor do Centro de Pescado Marinho do IP. A equipe de colaboradores é formada pelos pesquisadores Gastão César Cyrino Bastos, Luiz Miguel Casarini e Gilberto José de Melo Servo, além de quatro profissionais das áreas de oceanografia e biologia.
Entre os resultados esperados, destacam-se a consolidação de grupo de observadores de bordo credenciados com base no Estado de São Paulo; implantação de sistema de observação científica embarcada da atividade pesqueira do Estado; implantação de sistema de coleta de dados biométricos para a estimativa da estrutura de comprimento das capturas das principais frotas pesqueiras; geração de informações detalhadas sobre as frotas pesqueiras monitoradas, os petrechos de pesca utilizados e a estrutura de comprimento das capturas das espécies de interesse; e desenvolvimento de análises sobre as principais pescarias do Estado (aspectos tecnológicos, biológicos, ambientais e sócio-econômicos).
Outros países
No Brasil, desde a década de 1990, observadores de bordo atuam em barcos pesqueiros, por meio de projetos e acordos como o PROBORDO (Programa de Observadores de Bordo para a Frota Arrendada) e a CCAMLR (Comissão para Conservação dos Recursos Marinhos Vivos Antárticos), dentre outros.
Países como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Nova Zelândia, Espanha, Portugal, Noruega e Suécia, que mantêm observadores de bordo há décadas, obtêm benefícios para a atividade, como vem ocorrendo na pesca do “Caranguejo Real do Alaska” e do “Atum do Atlântico Norte”. A coleta de dados por observadores treinados melhora a qualidade das informações para a análise científica e favorece o setor pesqueiro via medidas regulamentadoras da atividade, explica Éder Bueno.
Durante os embarques, os observadores coletam informações sobre as tecnologias empregadas, áreas explotadas, produção, espécies capturadas e esforço de pesca. Os dados e amostras coletados são sistematizados e disponibilizados para a realização de estudos sobre as pescarias, enquanto as informações operacionais das embarcações são encaminhadas à SEAP.
Capacitação
O “Curso de Capacitação de Observadores Científicos em Embarcações Pesqueiras” visa à preparação de profissionais para atividades técnico-científicas embarcadas, que envolvem a geração de dados sobre a atividade pesqueira de plataforma, treinamento básico em atendimento emergencial de combate a incêndio, primeiros socorros, salvatagem e sobrevivência no mar. Dentre os profissionais treinados, serão selecionados observadores para o projeto “Monitoramento Embarcado da Pesca Industrial”.
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail mepi.sp@gmail.com.
Centro de Comunicação do Instituto de Pesca
Antônio Carlos Simões
(13) 3261-5474

Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
(11) 5067-0424

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