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Projeto estuda combinações de cálcio para melhorar a qualidade de produção de ovos

Os pesquisadores do Pólo Regional do Centro Oeste, vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, tiveram o projeto “Desempenho e qualidade de ovos de poedeiras semi-pesadas em segundo ciclo de produção suplementadas com calcário e farinha de ostra” aprovado pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) dentro do programa de auxílio à pesquisa. O projeto, coordenado pela pesquisadora científica Carla Cachoni Pizzolante, irá determinar qual a melhor combinação entre fontes de cálcio para melhorar a qualidade de produção dos ovos. O estudo irá desenvolver o melhoramento das características dos ovos produzido no segundo ciclo das aves poedeiras, que geralmente não são aproveitados pelos avicultores por apresentarem fragilidade em sua casca, inviabilizando a comercialização. A pesquisadora explica que os problemas nos ovos de segundo ciclo é resultado da osteoporose desenvolvida pelas galinhas, que se desenvolvem confinadas em gaiolas e sem atividade física e produzem ovos de maior tamanho e de casca fina. Segundo a pesquisadora, pouco se conhece sobre as exigências nutricionais de aves poedeiras após o primeiro ano de produção, conhecido como segundo ciclo. Mesmo o NRC (National Research Council, 1994), não caracteriza as exigências nutricionais para aves neste ciclo. Ainda existem dúvidas com relação à forma que deve ser fornecida às rações, pois algumas pesquisas indicam que o cálcio deve ser suplementado na forma de pedriscos na alimentação das aves. "Ficou comprovado que o uso do pedrisco torna as cascas dos ovos melhores e mais resistentes. As galinhas mais velhas precisam de maiores cuidados quanto à qualidade da casca dos ovos, porque o mercado está cada vez mais exigente, portanto é essencial garantir resistência às cascas”, diz a responsável pelo projeto. O aproveitamento da produção de ovos de aves num segundo ciclo irá beneficiar o produtor, permitindo a diminuição de custos com a compra de “pintainhas” de um dia que deveriam ser criados e recriados até 120 dias, para posteriormente iniciarem a produção de ovos, gastos com medicamentos, vacinações e outros procedimentos que diminuem o custo benefício do produtor. “É importante desenvolver pesquisas que afetem e esclareçam diretamente a sociedade, que cheguem diretamente ao produtor”, finaliza Carla. O estudo tem a participação das pesquisadoras Érika Salgado Politi Braga Saldanha, do Pólo Regional Centro Oeste e Christine Laganá, do Pólo Regional do Leste Paulista, além da colaboração do professor Dr. Edivaldo Antônio Garcia, da Unesp de Botucatu. Mais informações sobre o estudo “Desempenho e qualidade de ovos de poedeiras semi-pesadas em segundo ciclo de produção suplementadas com calcário e farinha de ostra” com a pesquisadora científica Carla Cachoni Pizzolante pelo telefone (14) 3653-1102 ou pelo e-mail carla@aptaregional.sp.gov.br Texto produzido pela Assessoria de Comunicação comunicacao@aptaregional.sp.gov.br Priscila Tescaro Jornalista - mtb 32346 Assessoria de Comunicação - Apta Regional Secretaria de Agricultura e Abastecimento (19) 3743-1698 www.aptaregional.sp.gov.br priscila@aptaregional.sp.gov.br
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