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Projeto de educação ambiental já capacitou 120 educadores e técnicos da Bacia Hidrográfica dos Rios Turvo e Grande

O projeto de educação ambiental nas bacias hidrográficas dos Rios Turvo e Grande prossegue em agosto, com o curso de capacitação “Georreferenciamento da microbacia Córrego da Olaria” destinado a orientar educadores sobre a elaboração de diagnóstico ambiental com a utilização de Sistema de Informação Geográfica (SIG), para identificar áreas potenciais de conflito de uso do solo, associado à gestão dos recursos hídricos visando à adequação ambiental.  Esta rotina de cursos acontece desde 2005 quando teve início o projeto “Bacia Hidrográfica: Um Instrumento na Educação” – FEHIDRO TG 350/2009, coordenado pelo pesquisador Antonio Lucio Mello Martins, do Polo Centro-Norte/Apta Regional, vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento.
O projeto inicial (FEHIDRO TG 039/2004), financiado pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos via Comitê de Bacia Hidrográfica dos Rios Turvo e Grande (CBH-TG), foi renovado em 2008 (FEHIDRO TG 355/2008).  O objetivo é divulgar para a sociedade as pesquisas e as ações ambientais desenvolvidas na região, por meio de atividades como capacitação de educadores e visitação monitorada de educadores e educandos para reconhecimento da microbacia “Córrego da Olaria” localizada no próprio Polo Regional Centro-Norte.
É uma forma de popularizar os conceitos técnico-científicos acerca do uso e ocupação do solo e da água de uma bacia hidrográfica e da preservação dos recursos hídricos, explica a bióloga do Polo Regional Maria Conceição Lopes. Tais conceitos são levados para dentro da sala de aula e aplicados no conteúdo programático escolar. Assim, atividades práticas de aprendizado são monitoradas, resultando em ações regionais, a partir do espaço de uma instituição de pesquisa. A equipe técnica é composta por pesquisadores, técnicos de apoio e estagiários da unidade da Apta Regional, onde todos atuam como monitores ambientais.
O programa de trabalho é formado por 24 atividades prático-didáticas, desenvolvidas em campo com professores e alunos visitantes da rede escolar pública e particular dos municípios integrantes do CBH-TG e também de outros comitês de bacias hidrográficas, conta Conceição que é responsável pelas atividades técnicas e pedagógicas, além de outras ações do projeto. Paralelamente às atividades de visitações monitoradas, o projeto oferece capacitações técnicas e pedagógicas a um grupo de 60 educadores e técnicos integrantes dos municípios da bacia.  Com duração de um ano, esta capacitação é composta de encontros periódicos, com carga horária total de 192 horas-atividades, o que equivale a curso de especialização.
Curso em três módulos
Ações efetivas junto à comunidade regional foram o destaque da capacitação técnica de educadores, explica Conceição. O curso para educadores é dividido em três módulos, com 64 horas-atividades cada, que abrangem os temas bacia hidrográfica, solo e água. Por meio destes temas, são trabalhados conceitos técnicos específicos como georreferenciamento, diagnósticos de bacia hidrográfica, construção de maquetes, conhecimento do solo, erosão, práticas de conservação, importância do sistema plantio direto, confecção de “tinta de solo, uso racional da água na irrigação, monitoramento da qualidade e quantidade da água na Microbacia do Córrego da Olaria.
Segundo Conceição, os conceitos adquiridos pelos educadores e técnicos são transformados em plano de aula e aplicados no cotidiano escolar. Ainda há reuniões com a comunidade - pais de alunos - que participa de dinâmicas para trabalhar assuntos referentes a conceitos estudados. Até agora, foram capacitados 120 educadores de ensino fundamental e médio, bem como técnicos da área ambiental, integrantes de 27 municípios do CBH-TG.
A primeira capacitação foi realizada em parceria com o Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Triângulo Mineiro (IFTM). Nos quatro de anos de projeto, as capacitações técnicas foram realizadas pelos profissionais do Pólo Regional e por docentes e técnicos de instituições parceiras como Centro de Tecnologia Hidráulica da USP (CTH-USP), Departamento de Engenharia Rural da Universidade Estadual Paulista (Unesp - Jaboticabal), Departamento de Energia de Água Elétrica (DAEE-São José do Rio Preto) e Associação de Fornecedores de Cana de Açúcar de Catanduva e Região (AFCAC).
“Os resultados tem sido surpreendentes e foram muitas as ações que atingiram a comunidade, como exposições culturais, implantação de reflorestamentos em Mata Ciliar e mobilizações que impactaram a comunidade”, conta Conceição. Tanto que, na etapa atual, a capacitação de educadores já atinge mais 11 novos municípios de diferentes regiões da Bacia Hidrográfica dos Rios Turvo e Grande.
A realização das atividades levou em conta que a expansão das atividades agropecuárias constitui grande potencial de degradação do meio ambiente quando não se consideram as potencialidades e limitações do uso das terras. Assim, relata Conceição, foram realizadas com o grupo de educadores coletas e medições de parâmetros físico-químicos da água nas margens de quatro açudes na própria unidade de pesquisa. A idéia foi demonstrar a interrelação entre preservação ambiental e qualidade dos recursos hídricos, a fim de transferir o conhecimento para educadores desenvolverem atividades aplicadas em projetos pedagógicos em sala de aula.
Capacitações recentes
Entre os eventos mais recentes, está a capacitação denominada “Identificação de riscos e alterações ambientais em bacias hidrográficas”, realizada em julho em parceria com o Instituto de Geociências da Unicamp. Na ocasião, foram abordados conceitos, métodos e técnicas relacionadas à identificação de mapeamento de riscos e alterações ambientais em bacias hidrográficas, bem como de riscos através do mapeamento ambiental participativo, em função da vinculação mais próxima com a educação ambiental em bacias hidrográficas.
No próximo dia 19 de agosto, está prevista a capacitação que vai abordar o tema “Georreferenciamento da Microbacia Córrego da Olaria”. Docentes e técnicos do IFTM, da Unesp-Jaboticabal e de outras instituições vão ministrar aulas e palestras sobre o assunto.  Em setembro, o último tema deste módulo será “Educação Ambiental em Bacia Hidrográfica”, mantendo a mesma parceria da capacitação anterior.
Até o final do projeto (término previsto para março de 2012), serão realizadas oito capacitações técnicas (temas “solo” e “água”) pela equipe técnica do Polo Regional Centro-Norte em parceria com a Unesp e a AFCAC. Depois de cada capacitação técnica, ocorre a capacitação pedagógica, ou seja, encontros da equipe técnica do projeto com o grupo de educadores para a troca de experiências e relatos, de forma a planejar as atividades para o ano letivo e o agendamento das visitações monitoradas à unidade de pesquisa da Apta Regional. Segundo Conceição, a visita monitorada é essencial, considerada o “fio condutor” para o desenvolvimento das práticas pedagógicas com alunos. São realizadas também visitas aos municípios para atividades itinerantes. “Estes encontros garantem ações de sustentabilidade regional em diferentes realidades nas microbacias de cada município participante do projeto”, conclui.

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