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Projeto com colaboração da APTA será agraciado com o Prêmio Josué de Castro, hoje, 16 de outubro

 
Nóbis, capuchinha, dente-de-leão, serralha, caruru, peixinho, taioba, major gomes, araruta, açafrão, mangarito, almeirão roxo e azedinha são hortaliças pouco conhecidas atualmente, mas que podem ter maiores quantidades de proteínas e nutrientes do que as hortaliças que a população está acostumada a consumir. Pensando em resgatar e incentivar o consumo desse tipo de alimento, o Polo Vale do Paraíba, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, em parceria com a Prefeitura Municipal de Pindamonhangaba criaram o Grupo de Estudo e Trabalho Interinstitucional de Alimentação de Pindamonhangaba (GETI-Alimentação). O projeto será agraciado com a terceira colocação no Prêmio Josué de Castro de Combate à Fome e à Desnutrição, promovido pelo Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea/SP), na categoria “Programas/projetos de políticas públicas”. A entrega da menção honrosa será hoje, 16 de outubro. O prêmio faz parte da Semana da Alimentação, tradicionalmente comemorada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado (SAA).
A ideia do GETI-Alimentação é envolver os segmentos de saúde, agricultura e educação de Pindamonhangaba para incentivar a população a consumir alimentos saudáveis. De acordo com a pesquisadora da APTA, Cristina Maria de Castro, a Agência atua na questão agrícola, com estudos relacionados a aspectos fitotécnicos de cultivo e fenologia vegetativa e reprodutiva de várias espécies, além de realizar dias de campo e visitar técnicas com o objetivo de transferir conhecimento e resgatar e valorizar a utilização dessas hortaliças na alimentação.
“Montamos no Polo Vale do Paraíba uma Unidade Demonstrativa onde os pacientes do Sistema Único de Saúde do município, principalmente os com problemas de obesidade e hipertensão, por exemplo, podem aprender como cultivar uma horta em casa, produzindo alimentos orgânicos, ou seja, sem adição de agrotóxicos. Todas as espécies são cultivadas em sistema ecológico de produção com práticas que envolvem adubos verdes, cultivo em aleias e plantio direto. O interessante é que eles podem também conhecer outros tipos de hortaliças que têm mais nutrientes e proteínas”, explica Castro.
 A pesquisadora da APTA lembra ainda que no projeto são realizadas oficinas de alimentação saudável, com degustação de pratos, com o objetivo de mostrar aos interessados que é possível se alimentar de forma saborosa com alimentos que fazem bem à saúde. “Esta premiação é de extrema importância para nós, pois é um reconhecimento e valoriza o nosso trabalho. A abrangência do nosso projeto é grande e estamos atingindo bons resultados. Com certeza ser um dos agraciados com o Prêmio Josué de Castro nos anima ainda mais a continuar o nosso trabalho”, comemora a pesquisadora.
Prêmio Josué de Castro
O Prêmio Josué de Castro tem o objetivo de identificar, certificar, premiar e difundir iniciativas voltadas à formulação de soluções concretas para o combate à fome e a promoção da segurança alimentar e nutricional.
Nascido em Recife, o médico, Josué de Castro dedicou sua vida ao estudo do fenômeno da fome. De acordo com o site do Consea, Castro escreveu mais de 40 livros, além dos diversos artigos e estudos. Foi aplaudido no cenário internacional, sendo indicado três vezes ao Prêmio Nobel da Paz. Sua obra mais conhecida leva o título de "Geografia da Fome". Nela, o médico, que também era geógrafo, mapeou a fome no Brasil e apontou os focos das diferentes formas de desnutrição.
Texto
Fernanda Domiciano - Estagiária - Assessoria de Imprensa – APTA
(19) 2137-0616/ 613
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
(11) 5067-0424 
 
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