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Projeto Ambicana gera ganhos de 20,4 milhões de toneladas de cana na região Centro-Sul

Com a adoção dos conceitos do Projeto Ambicana, elaborado pelo Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, é possível aumentar em, aproximadamente, 20% a produtividade dos canaviais. A partir da avaliação das características edafoclimáticas de uma determinada região, o IAC orienta os produtores sobre as variedades mais adaptadas às condições diagnosticadas, viabilizando aumentos na produtividade sem, necessariamente, aumento de área plantada.
Em 15 anos de existência, o Ambicana tem uma área de influência de 1,2 milhão de hectares na região Centro-Sul do Brasil, sendo 500 mil hectares localizados no Estado de São Paulo. “Tomando a produtividade média atual de 85 toneladas por hectare, esse modelo permitiria ganhos totais, na área de abrangência, de 20,4 milhões de toneladas de cana. Em São Paulo, os ganhos seriam de 8,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, o que significa, em termos de valor da produção, R$ 408 milhões de reais”, afirma Orlando Melo de Castro, coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
De acordo com o pesquisador e líder do Programa Cana IAC, Marcos Guimarães de Andrade Landell, quando diferentes variedades de cana são postas para concorrer entre si, em um determinado ambiente, algumas delas irão se destacar. Segundo Landell, neste mesmo grupo de variedades, quando plantado em um outro ambiente de produção poderá apresentar produtividade bem menor em relação a uma outra variedade sem destaque no primeiro ambiente. “Isto se dá devido à interação conhecida como genótipo x ambiente, presente o tempo todo na grande lavoura. A rede experimental para caracterização de variedades permite, à luz das informações do Ambicana, uma perfeita interpretação desta interação”, justifica. Conhecer as condições ambientais de produção, assim como o comportamento de um material plantado, garante que uma variedade tenha desempenho diferenciado de um local a outro.
 “É preciso estimar a estabilidade de cada genótipo nos diversos ambientes estudados, pois uma variedade com baixa produção em solo restritivo pode ser de grande importância em um ambiente favorável e vice-versa”, explica Landell. O pesquisador informou também que alguns materiais são mais ecléticos, demonstrando maior estabilidade em ambientes diversos. “Quando se conhece o perfil varietal, associa-se a uma estratégia de alocação para ambientes mais específicos, o resultado, via de regra, é um salto de produtividade”, explica.
Texto: Fernanda Domiciano
Assessoria de Imprensa – IAC
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