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Profissionais e pesquisadores participam da 36º Reunião Anual do Ensaio de Proficiência IAC

Por Mônica Galdino (MTb 47045) e Carla Gomes (MTb 28156) - Assessoria de imprensa IAC

Representantes de mais de cem laboratórios públicos e privados que fazem análises de solos estiveram no Instituto Agronômico (IAC), durante a 36º Reunião Anual do Ensaio de Proficiência IAC para Laboratórios de Análise de Solo para fins Agrícolas, em 18 de fevereiro de 2020. O diretor-geral do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Marcos Antônio Machado, destacou na abertura do evento a importância do Programa e reforçou a credibilidade e a regularidade deste Ensaio de Proficiência IAC. No relatório deste ano, que traz o desempenho de 2019, constam 139 laboratórios inscritos, todos voluntariamente. Do total dos laboratórios do país, 86% são privados, sendo que 51% são do Estado de São Paulo. Participam do programa 14 Estados brasileiros e também laboratórios da Angola, Paraguai, Uruguai e Costa Rica.

Dos 139 participantes, 114 enviaram o número mínimo de resultados para serem avaliados por meio do Ensaio de Proficiência. Para concorrer ao selo de qualidade do IAC, os laboratórios devem seguir todas as determinações do conjunto analítico em que pretendem participar, além de analisar um número mínimo de 80% das amostras distribuídas.

De acordo com o pesquisador do IAC e responsável pelo Ensaio de Proficiência, Heitor Cantarella, o conjunto de análises que faz parte do programa é composto por: análises básicas, análises de micronutrientes e granulometria. Em 2019, foram feitas 2400 análises básicas, 1817 de micronutrientes e 2120 de granulometria. No total, 65% dos laboratórios realizam análises básicas, de micronutrientes e granulométricas, ou seja, prestam uma ampla gama de serviços aos agricultores. Todas as informações fornecidas pelos laboratórios são sigilosas. “As nossas análises são personalizadas, ou seja, cada empresa recebe um envelope confidencial, que aponta para as melhorias que devem ser feitas”, diz o pesquisador do IAC.

A maior parte das análises de solos são para fins de fertilidade. Esse perfil difere de outros países, onde há uma grande demanda para análises ambientais. Cantarella destacou no evento que o foco em análises ambientais deve ser considerado como uma oportunidade de novos negócios para os laboratórios do país.

O Ensaio de Proficiência do IAC qualifica os prestadores de serviços em análises de solo e contribui com todos os setores de produção agrícola. O pesquisador também ressaltou o fato de o Ensaio de Proficiência representar um serviço importante e uma parceria com o setor privado. “No passado, a maioria dos laboratórios que atendia os agricultores era de laboratórios públicos; hoje isso se inverteu. Assim, o IAC passou a oferecer um suporte da maior relevância para ajudar os laboratórios a prestarem um bom serviço para os agricultores paulistas e brasileiros”, avalia.

O evento contou com palestras do engenheiro agrônomo, Victor Monseff Campos, que abordou a visão da análise de solos em diferentes países. Além das pesquisadoras do IAC, Aline Renée Coscione e Mônica Ferreira de Abreu, e do pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Marcelo Saldanha, que discutiram sobre o funcionamento dos Ensaios de Proficiência e as exigências para credenciamento oficial.

Em sua apresentação a pesquisadora do IAC, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), Aline Renée Coscione, destacou que há 10 anos laboratórios do Centro de Solos da instituição são acreditados pela Central Geral de acreditação (CGCRE), órgão do Instituto Nacional de Metodologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) responsável pela Acreditação de laboratórios de ensaios na NBR ISO/IEC 17025. Atualmente, somente o laboratório de Fertilizantes e Resíduos do IAC permanece acreditado. A pesquisadora também é avaliadora especialista pela CGCRE.

No estado de São Paulo apenas laboratórios acreditados tem os seus laudos aceitos pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), que fazem parte da documentação necessária para solicitação de licenças ambientais. “Esse é um exemplo da importância de ter profissionais capacitados e um sistema de gestão conforme normas internacionais de qualidade”, diz a pesquisadora. Ela destacou a importância de atualizar os sistemas de gestão e do cuidado ao contratar consultorias para a implementação de soluções, pois as recomendações têm que estar alinhadas com as necessidades do laboratório e serem viáveis em sua execução.

            A importância do treinamento dos profissionais da área e a padronização de análises também foram reforçadas pela pesquisadora Mônica, que falou sobre o erro na adoção de métricas. “Alguns laboratórios usam unidades diferentes das solicitadas na análise, o que interfere no resultado”, diz. Outra colocação abordada foi a necessidade de regulamentação de envio de materiais para análises. Atualmente, os serviços dos Correios não permitem o envio de amostras líquidas como a vinhaça.

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