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Produtores consideram satisfatórios recursos de R$ 1 bilhão para armazenagem em propriedades

São considerados satisfatórios por parte dos produtores os recursos, no montante de R$1 bilhão, anunciados pelo governo federal para a construção, adequação e manutenção de armazéns no próximo ciclo agrícola. É o que dizem os pesquisadores Sebastião Nogueira Junior e Alfredo Tsunechiro, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
“A intenção é ampliar de 15% para 30% a capacidade total de estocagem de produtos agrícolas nas propriedades rurais num período de cinco anos, com condições facilitadas para empreendimentos individuais e coletivos em termos de recursos, taxas de juros e prazos de pagamentos”, explicam os técnicos do IEA no artigo “Armazenar é preciso! Como guardar as grandes safras?”, publicado recentemente. “E, se os investimentos esperados forem concretizados, haverá certo alívio na comercialização das futuras safras.”
Segundo os pesquisadores, ano após ano, os problemas de transportes e armazenagem vão se agravando no Brasil, com o crescimento em ritmo elevado da safra de grãos. “Notícias sobre grãos guardados a céu aberto, cobertos com lona ou plástico, sobretudo na região Centro-Oeste, aparecem cada vez mais na mídia.”
Os investimentos em infraestrutura de armazenagem, embora crescentes, não tem acompanhado o dinamismo da agricultura, alertam os pesquisadores. “E também pouco se vê melhoria em sistemas viários e de escoamento da produção – rodovias, ferrovias, hidrovias e portos –, afetando assim o sistema de logística para a movimentação das safras.”
A atual safra de grãos (146,9 milhões de toneladas), que deverá ser recorde, está provocando congestionamentos nas estradas, nos portos e, sobretudo, nos pátios das instalações para a recepção das mercadorias a serem guardadas, prosseguem os técnicos. Da produção total, milho e soja, com 122,1 milhões de toneladas, correspondem a 83%.
Mas o açúcar, o café e o trigo importado também disputam este espaço armazenador, além dos estoques remanescentes, oficiais e privados, observam os pesquisadores. “Adicionando-se aos grãos outros produtos de origem agrícola passíveis de armazenagem em ambiente natural, a oferta total chega a 194,4 milhões de toneladas.”
A não-coincidência de safras e a possibilidade de exportação de 8,5 milhões de toneladas de milho podem mitigar, em parte, a crítica situação da armazenagem e da logística de escoamento da produção, dizem os técnicos do IEA. Isto ocorre pelo fato de o cereal brasileiro ser colhido em duas épocas diferentes – safra principal e safrinha. A safrinha já corresponde a mais de um terço (38,3%) do total produzido no ano. Além disso, existem 11 milhões de toneladas de estoque inicial, que poderá chegar a 15 milhões de toneladas até o final da colheita.
Para a soja, que teve a colheita antecipada, houve grande procura por armazéns e silos, explicam os especialistas. Há previsão de 5,2 milhões de toneladas de estoques finais no atual ano-safra, e o comércio mundial está operando em ritmo relativamente lento.
“O efeito direto e danoso das mazelas crônicas da inadequação do sistema de escoamento das safras, tanto no espaço (via sistema de transporte) como no tempo (via sistema de armazenagem), com o represamento de volumes colhidos nos períodos de safra, é a queda dos preços dos produtos, mormente em regiões carentes dessas infraestruturas, como o Centro-Oeste brasileiro e zonas de incorporação recente.”
No período de 2000 a 2010, a produção de grãos aumentou 77%, mas o crescimento correspondente da capacidade estática de armazenagem foi de 52,6%, o que significa déficit de 24,4 milhões de toneladas, concluem os pesquisadores do IEA.
Link: íntegra do artigo “Armazenar é preciso! Como guardar as grandes safras?”
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
Eliane Christina da Silva
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