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Produção brasileira de cafés especiais em plena expansão

A Brazil Specialty Coffee Association (BSCA), uma das principais entidades de produtores de cafés especiais do Brasil, deverá ser um pouco mais flexível no processo de seleção de associados para compor seu quadro. O conceito de cafés especiais certificados pela BSCA engloba a produção de grãos de maior qualidade à responsabilidade socioambiental durante o processo produtivo. No último ano, a BSCA sofreu um forte desfalque, com a saída da Ipanema Coffee da associação, um dos maiores produtores de cafés do país e único fornecedor brasileiro da americana Starbucks. Embora represente uma das principais entidades de cafés especiais do país, a BSCA não possui números precisos da produção de grãos de qualidade em todo país. Marcelo Vieira, presidente recém-empossado da BSCA, calcula que a produção de cafés especiais está em expansão no Brasil e totalize 1 milhão de sacas - de uma oferta total em torno de 42 milhões de sacas no ciclo 2006/07. "Não temos a preocupação de ser um órgão com dados estatísticos", disse Vieira. O Brasil possui uma participação de cerca de 10% na comercialização mundial de grãos especiais - estimada entre 8 milhões e 10 milhões de sacas. As exportações dos associados da BSCA somaram 293 mil sacas em 2006/07, volume 13,6% maior que o do ano de 2005. Segundo Vieira, o prêmio pago para o café especial gira em torno de US$ 30 por saca em relação aos cafés de boa qualidade no país. No leilão promovido pela BSCA na quarta-feira, a saca de 60 quilos do café de uma fazenda mineira foi arrematada por US$ 1.746. (MS)
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