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Preços agropecuários sobre 2,06% no fechamento do mês de março

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR)) registrou alta de 2,06% no mês de março de 2015, informa o Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Os produtos que apresentaram as maiores altas foram: banana nanica (45,57%), ovos (14,62%) e batata (12,99%).

Como sempre acontece nessa época do ano, o retorno às aulas eleva a demanda por banana com sua inclusão no cardápio da merenda escolar, o que consequentemente melhora os preços recebidos pelos produtores. Para os ovos, o maior consumo em substituição às carnes no período da quaresma, aliado ao menor nível de postura com o final do verão, ocasiona uma tradicional elevação de seus preços. No caso da batata, a falta de chuvas prejudicou a formação dos tubérculos e reduziu a oferta do produto na última safra. As informações são dos pesquisadores do IEA, Danton Bini e José Alberto Angelo.

Os produtos que apresentaram quedas mais significativas de preços foram o arroz (5,19%) e a laranja para indústria (3,76%). Para o arroz, o excesso de oferta presente no mercado com o período da safra gaúcha desponta como principal justificativa da baixa dos preços recebidos pelos arrozeiros paulistas. Por conta da maior oferta de laranja e dos níveis de estoque de suco, o preço recebido pela caixa da fruta em março foi menor que o obtido no mês anterior.
Acumulado dos últimos 12 meses
O IqPR registrou variação positiva de 7,16%, no acumulado dos últimos 12 meses. Os produtos que tiveram preços reajustados com incrementos em patamares mais elevados que a inflação foram: batata (35,64%), laranja para indústria (31,58%), carne bovina (18,09%), feijão (13,91%) e a laranja para mesa (9,97%). Os valores da carne suína (4,71%), do arroz (3,63%), do ATR da cana-de-açúcar (3,6%) e do café (2,43%) tiveram variações positivas, porém abaixo da inflação acumulada.
Os produtos que apresentaram reduções de preços nos últimos 12 meses foram o tomate para mesa (35,48%), a banana nanica (30,76%), o trigo (28,36%), o algodão (17,88%), o milho (13,12%), o leite cru resfriado (7,33%), a soja (6,70%), os ovos (5,93%), a carne de frango (4,85%) e o amendoim (4,51%).
Para ler o artigo na íntegra e conferir as tabelas, clique aqui.
Texto: Nara Guimarães
Assessora de Imprensa – IEA
Tel: (11) 5067-0498
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