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Preços agropecuários sobem 1,43% na primeira quadrissemana de Outubro

O IqPR – Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista registrou alta de 1,43% na primeira quadrissemana de outubro, de acordo com levantamento realizado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. Os índices estão positivos desde junho, completando a 17ª quadrissemana consecutiva de elevação.
Dos produtos analisados no período, 14 apresentaram alta de preços. Batata, feijão, arroz e carne bovina são os destaques positivos. Ovos, carne suína e banana puxaram os índices para baixo.   
Os produtos que registraram as maiores altas foram batata (33,88%), feijão (25,30%), arroz (8,38%), carne bovina (5,77%) e soja (5,17%), afirmam os pesquisadores Luis Henrique Perez, Danton Leonel de Camargo Bini, Eder Pinatti e José Alberto Angelo, autores do artigo.
O clima quente e seco ocasionou menor produtividade agrícola, ocasionando menos produção da batata, que provocou a elevação de seus preços. O fim da safra de inverno e o atraso no plantio da safra das águas na região sudeste de São Paulo, devido à total falta de chuvas nas primeiras semanas de setembro, estimularam a alta dos preços do feijão.
A menor oferta do arroz causada pela seca e a retenção da oferta pelos produtores motivaram o reajuste dos preços do produto do campo ao consumidor final.
Na carne bovina, a baixa qualidade das pastagens reduziu a oferta de animais prontos para o abate, acarretando a valorização da arroba do boi gordo.
Os preços da soja, em São Paulo, neste mês fecharam em alta, influenciados pela demanda local e pelo pequeno volume ainda disponível para comercialização.
Os produtos que apresentaram as maiores quedas foram: banana nanica (12,47%), carne suína (8,19%) e ovos (4,82%).
Excesso de chuvas em junho/julho e a estiagem rigorosa em agosto/setembro prejudicaram a formação dos cachos e levaram à colheita da banana de baixa qualidade, com consequente queda nas cotações.
Para a carne suína, a queda na demanda em virtude do consumidor entender que os preços estavam altos forçou a uma redução da cotação do produto.
No caso dos preços dos ovos, o aumento na oferta recente reduziu os preços recebidos pelos granjeiros. Numa realidade de custos reajustados com o elevado preço da ração animal, o descarte adiantado de poedeiras tem sido a alternativa encontrada pelos empresários do setor com o objetivo de ajustar a produção ao consumo.
Para ler o artigo na íntegra, acesse: www.iea.sp.gov.br.
Mais informações:
Instituto de Economia Agrícola
Nara Guimarães
Assessora de Imprensa
Tel: (11) 5067-0498

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