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PREÇOS AGROPECUÁRIOS: ALTA DE 2,46% NA PRIMEIRA QUADRISSEMANA DE SETEMBRO

O IqPR – Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista,  registrou alta de 2,46% na primeira quadrissemana de setembro. Os índices estão positivos desde a primeira quadrissemana de junho, acumulando 13 quadrissemanas consecutivas de elevações, informa o Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. Excluindo a cana-de-açúcar, que fechou o mês de agosto em queda, o IqPR sobe para 6,18%.
 
Os produtos que registraram as maiores altas foram: batata (57,91%), carne suína (33,68%), tomate para mesa (29,63%), carne de frango (25,82%), milho (16,95%) e soja (13,54%), afirmam Eder Pinatti, José Alberto Angelo, Luis Henrique Perez e Danton Leonel de Camargo Bini, pesquisadores do IEA.
 
O final da safra de inverno e a melhor qualidade da batata provocaram a elevação de preços da cultura em relação ao período anterior, quando se verificou coincidência de safras paulista e mineira com produto de qualidade inferior devido às chuvas extemporâneas.

De acordo com os pesquisadores, o reajuste nos valores da ração animal, principalmente milho e farelo de soja, que foi repassado aos preços pelos produtores, é um dos fatores responsáveis pelo aumento das carnes suína e de frango.
 
No tomate para mesa, as variações no clima que reduziram a oferta nas regiões produtoras aliadas à colheita de variedades mais valorizadas, continuam provocando a acentuada elevação de preços.

Os produtos que apresentaram as maiores quedas de preços nesta quadrissemana foram: banana nanica (11,10%), laranja para indústria (10,17%), café (4,08%) e cana-de-açúcar (1,67%).
 
As chuvas extemporâneas de junho propiciaram a propagação da sigatoka negra que prejudicou o desenvolvimento da produção e levou à colheita da fruta de baixa qualidade. A consequente queda de preços recebidos pelos bananicultores resultou em uma ampliação da margem de comercialização dos atacadistas.

Os preços oferecidos pelas agroindústrias desestimularam muitos produtores a investir na execução das colheitas, demonstrando o aprofundamento da situação crítica já vivida pelos citricultores paulistas.

Os preços recebidos pelos cafeicultores paulistas acompanharam a tendência de queda nos mercados internacionais.

No período analisado, 12 produtos apresentaram alta de preços (8 de origem vegetal e 4 de origem animal) e 8 apresentaram queda (6 vegetais e 2 de origem animal).

Clique aqui para ler o artigo na íntegra.

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Nara Guimarães
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