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Preços agrícolas sobem 3,64% na primeira quadrissemana de maio

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), que mede os preços pagos ao produtor rural, subiu 3,64% na primeira quadrissemana de maio, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Foi puxado pelo índice de preços dos produtos de origem vegetal que avançou 5,82%. Já o índice de preços dos produtos de origem animal recuou 1,77%.
Dos 18 produtos levantados, 9 apresentaram alta nos preços (6 de origem vegetal e 3 de origem animal), enquanto a outra metade sofreu queda (6 de origem vegetal e 3 de origem animal). Este desempenho confirma a perspectiva de que a queda dos preços na quadrissemana anterior não era uma tendência, em virtude do aumento da cotação da cana, dizem os pesquisadores Luis Henrique Perez (lhperez@iea.sp.gov.br), Danton Leonel de Camargo Bini (danton@iea.sp.gov.br), Eder Pinatti (pinatti@iea.sp.gov.br), José Alberto Angelo (alberto@iea.sp.gov.br) e José Sidnei Gonçalves (sydy@iea.sp.gov.br).
“Isto decorre fundamentalmente do reposicionamento dos preços da matéria prima sucroalcooleira na entrada da nova safra, uma vez que na entressafra os preços do açúcar e principalmente do álcool tanto anidro como hidratado tiveram majorações expressivas. Os novos preços dos produtos finais redefiniram o novo patamar de preços da matéria prima na entrada da nova safra, o que explica o expressivo aumento verificado.”
As altas mais expressivas ocorreram nos preços da banana nanica (19,89%), da cana-de-açúcar (14,11%), do amendoim (7,18%), do trigo (5,48%) e do leite C (5,21%). Os preços da banana nanica, que estavam muito baixos desde março, estão variando dentro do padrão sazonal, devido à menor oferta (maior demora para a formação dos cachos com a redução da temperatura média e das chuvas) e ao incremento de consumo típico do outono.
A elevação dos preços do amendoim deve-se às perdas na colheita que resultaram em safra menor, somadas à proximidade das festas juninas quando o consumo desse produto aumenta. No caso do trigo, a alta dos preços internacionais acima dos movimentos do câmbio, dentro de uma escalada das cotações das commodities, afeta o Brasil que importa o produto para seu abastecimento.
Quanto ao leite C, a proximidade do inverno, com as primeiras manifestações do frio no outono, já sinaliza redução da oferta do produto, gerando expectativa de elevação dos preços também pressionados pela demanda. Mesma tendência é apontada para o Leite B.
As quedas mais significativas foram observadas nos preços da laranja para mesa (23,39%), do tomate para mesa (14,69%), da carne de frango (10,31%), do milho (5,08%), da soja (4,94%) e da laranja para indústria (4,49%).

Link: íntegra da análise

Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
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