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Preços agrícolas sobem 2,91% na primeira quadrissemana de junho

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR) subiu 2,91% na primeira quadrissemana de junho, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. A maior alta ocorreu no índice dos produtos vegetais (3,23%), enquanto os produtos de origem animal apresentaram variação positiva de 2,11%.
O aumento mais significativo foi verificado nos preços do feijão (16,09%), do leite tipo C (8,66%), do milho (8,19%), do algodão (7,69%), da carne de frango (6,92%) e da laranja de mesa (5,39%). A estiagem na região Sul do Brasil provocou redução de mais de 16% na safra de feijão e os preços reagiram com maior intensidade, dizem os autores da análise. Entretanto, ainda estão bastante menores que os preços verificados no mesmo período de 2008. “Logo, tem-se ainda um processo de recuperação da rentabilidade dessa lavoura. Mas, como o atual patamar de preços é pouco atrativo para plantios irrigados de inverno, a curva de preços deve ser ascendente por mais tempo.”
Já as cotações dos leites (principalmente o tipo C) decorrem da diminuição da oferta do produto, “já que as pastagens estão com baixa qualidade pela falta de chuva em algumas regiões (Centro Sul) e pelo excesso em outras (Norte-Nordeste)”, afirmam os pesquisadores Eder Pinatti, José Alberto Ângelo, José Sidnei Gonçalves e Luis Henrique Perez. A redução da oferta levou os laticínios a produzir leite UHT pagando “preços-cota”, dada a não-existência de leite excedente cujos “preços extra-cota” pagos são menores. Assim, notam-se elevados aumentos no varejo do leite UHT (“caixinha”), enquanto o leite pasteurizado (“saquinho”) e o leite em pó não apresentaram aumento expressivo.
Em relação ao milho, houve recuo da situação vivida em 2008, quando as exportações brasileiras do produto foram relevantes, dizem os pesquisadores do IEA. A queda dos preços internacionais vem sendo compensada pela retomada do consumo interno, pressionado pela quebra da safra de verão. Mas tendo partido de patamares muito baixos têm-se nos aumentos recentes um processo de acomodação rumo à normalidade dos preços internos.
Por sua vez, a retração da produção de carne de frango fez diminuir a oferta do produto no mercado, motivando assim o aumento das cotações no período, também pressionadas, do lado dos custos, pelas elevações dos preços da soja e do milho, explicam os técnicos. “A produção de soja na América do Sul cairá de 116 milhões para 95 milhões de toneladas (a Argentina enfrenta sua pior estiagem em 70 anos), afetando os estoques e preços internacionais, reforçados pela persistente demanda chinesa, país em que os derivados de soja formam a alimentação de primeira necessidade. Em função disso, ainda que com o câmbio em valorização desde o início de 2009, os preços recebidos pelos produtores paulistas apresentam crescimento.”
Já os preços do açúcar em Londres subiram 15%, devido à quebra de safra em grandes produtores mundiais, de abril ao início de junho, quando começaram a declinar, observam os pesquisadores. Isto afetou os preços da cana-de-açúcar em São Paulo, “que continuaram em alta, mas em ritmo decrescente face ao início da nova escalada de valorização cambial”.
As quedas mais expressivas ocorreram nos preços do tomate (16,26%), da carne suína (14,40%), do amendoim (9,92%), da banana (8,47%) e do arroz. (1,51%).
A evolução dos índices quadrissemanais de preços mostra recuo em relação à quadrissemana anterior de 0,5 ponto percentual para o índice geral e de 1,6 ponto percentual para o índice de produtos vegetais, quebrando assim a tendência de alta iniciada em meados de abril. Já para o índice de produtos animais a tendência de alta continua, porém agora com maior intensidade em relação à última quadrissemana (ficando 2,2 pontos percentuais acima), concluem os pesquisadores do IEA.
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
(11) 5067-0424

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