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Preços agrícolas sobem 2,71% na primeira quadrissemana de abril

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), que mede os preços pagos ao produtor rural, subiu 2,71% na primeira quadrissemana de abril, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O índice de preços dos produtos de origem vegetal aumentou acima deste patamar, ou seja, 2,88%. Já o índice de preços dos produtos de origem animal apresentou variação positiva de 2,27%.
Dos produtos analisados, 13 tiveram alta de preços (oito de origem vegetal e cinco de origem animal), enquanto cinco apresentaram queda (quatro de origem vegetal e um de origem animal). As altas mais expressivas ocorreram nos preços do feijão (51,30%), da banana nanica (43,54%), da carne suína (18,91%), do tomate para mesa (13,15%), dos ovos (10,31%) e do trigo (6,33%).
O preço do feijão decorre do desestímulo aos plantios nas safras complementares seguintes (como a da seca), fruto da passagem de conjuntura de oferta excedente de janeiro/fevereiro, com preços muito abaixo dos custos de produção, para a situação atual de movimento convergente de alta dos preços agropecuários com índices elevados, dizem os pesquisadores Luis Henrique Perez (lhperez@iea.sp.gov.br), Danton Leonel de Camargo Bini (danton@iea.sp.gov.br), Eder Pinatti (pinatti@iea.sp.gov.br), José Alberto Angelo (alberto@iea.sp.gov.br) e José Sidnei Gonçalves (sydy@iea.sp.gov.br).  “E o ritmo do aumento de preços, que já superaram os custos de produção em março, mostra que este movimento de gangorra não se mostra interessante nem para lavradores nem para consumidores.”
Os preços da banana nanica, que estavam muito baixos em março, agora mostram variação dentro do padrão sazonal, com aumento derivado da redução da oferta (cachos demoram mais para formar com a redução da temperatura média e das chuvas) e do incremento de consumo típico do outono, observam os analistas do IEA.
A carne suína - produto diretamente substituto da carne bovina (que se mantêm em patamar elevado) - entra no fluxo de convergência de alta dos produtos agropecuários em geral. Já o tomate ainda não apresenta recuperação da oferta conjuntural numa safra menor, refletindo preços anteriores baixos e as chuvas continuadas que geraram perdas de lavouras e de colheita. Isso numa realidade de demanda aquecida e preços elevados dos produtos da “salada” em geral, explicam os pesquisadores. 
No mercado de ovos, o incremento de consumo do produto ocorre em momento de menor oferta, num ajuste desproporcional em decorrência da conjuntura anterior de preços baixos, associada à pressão de demanda, da agroindústria de massas alimentícias e de panificação, associado ao período de quaresma. Por sua vez, o trigo apresenta incremento na esteira da elevação dos preços internacionais das principais commodities agropecuárias, em ritmo superior ao patamar do câmbio.
As quedas mais significativas foram verificas nos preços da soja (6,20%), da laranja para mesa (5,67%) e do frango (3,97%).
A íntegra da análise está disponível no site www.iea.sp.gov.br.
Assessoria de Comunicação de APTA
José Venâncio de Resende
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