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Preços agrícolas sobem 2,67% em agosto

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR) subiu 2,67% em agosto de 2009, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Foi puxado pelo índice de preços dos produtos vegetais que registrou alta de 5,37%. Na direção inversa, o índice dos produtos de origem animal fechou o mês com variação negativa de 4,02%. Com a exclusão da cana-de-açúcar do cálculo, o índice geral sobe para 3,52% e o índice dos produtos vegetais alcança a alta expressiva de 10,70%.
No acumulado de um ano (agosto/08 a agosto/09), o índice geral apresentou variação positiva de 1,47% e o índice de produtos vegetais aumentou 7,91%, enquanto o índice de produtos animais recuou 13,68%. Desconsiderando a cana-de-açúcar do cálculo, os índices geral e de produtos vegetais apresentaram quedas significativas, respectivamente, de 8,04% e de 3,17%.
As altas mais expressivas ocorreram nos preços do tomate para mesa (101,94%), da banana nanica (50,93%), da laranja para indústria (29,11%), do arroz (5,17%) e da carne suína (4,12%). “Em alguns produtos, há efeitos sazonais e conjunturais e noutros estruturais”, dizem os pesquisadores do IEA Eder Pinatti, José Alberto Ângelo, José Sidnei Gonçalves e Luis Henrique Perez. 
Entre os efeitos conjunturais, os autores da análise citam, no caso do tomate para mesa, o clima da última quinzena de julho (frio e chuvoso), que prejudicou a produção, o que reduziu a oferta do produto, acarretando o aumento das cotações. No mesmo contexto, a baixa umidade relativa do ar e temperaturas altas estimularam o consumo da banana nanica, levando ao pico de preços. Por sua vez, as frutas produzidas no inverno apresentam tamanho e peso menores, configurando menor produtividade e menor oferta.
A laranja para indústria, que apresentou a segunda maior alta, é exemplo típico de desajuste estrutural, agravado pela queda da demanda de suco tanto no plano internacional quanto no interno. Também refletiu no comportamento altista dos preços o fato de que passou a predominar, em substituição à Hamlin, a variedade Pêra do Rio, de maior qualidade e produtividade do suco.
“Ressalte-se que, para os citricultores sem contrato, há enormes dificuldades de entrega na usina, a qualquer preço”, dizem os pesquisadores do IEA. Este fato tem impacto direto no mercado de laranja de mesa, que apresentou queda de preços, prosseguem. “Por certo, vem contribuindo para isso o tradicional menor consumo de sucos nos meses de inverno.” Mas nada se compara aos impactos da entrada no mercado consumidor de parte da laranja destinada à indústria, “uma vez que as agroindústrias processadoras ajustaram sua produção ao patamar de demanda internacional, o que as levou a maior rigidez no cumprimento dos contratos que mantinham com citricultores e a reduzir de forma importante aquisições no denominado mercado ´spot´ (livre). Desse modo, para os sem contrato não há acesso a preços remuneradores”.
As quedas mais significativas foram observadas nos preços da carne de frango (16,71%), do feijão (16,04%), da laranja para mesa (9,42%), do milho (6,36%) e da batata (5,80%). “O retorno às aulas de milhões de crianças em Estados que prorrogaram as férias (como medida de prevenção à gripe) não foi suficiente para recuperar os preços de alimentos consumidos na merenda escolar”, dizem os pesquisadores do IEA.
Na comparação com agosto de 2008, somente sete produtos tiveram variações positivas, enquanto 13 apresentaram variações negativas. Os maiores aumentos foram registrados nos preços do tomate para mesa (173,36%), batata (35,68%), cana de açúcar (16,15%) e banana (12,79%). Já as maiores quedas foram verificadas nas cotações do feijão (54,94%), laranja para mesa (47,49%), laranja para indústria (45,80%), amendoim (40,85%), carne suína (33,95%), milho (24,48%), carne de frango (22,33%) e carne bovina (12,63%).
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
(11) 5067-0424
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