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Preços agrícolas sobem 2,53% na primeira quadrissemana de março

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), que mede os preços pagos ao produtor rural, subiu 2,53% na primeira quadrissemana de março, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O índice de preços dos produtos de origem vegetal aumentou 2,62% e o índice de preços dos produtos de origem animal apresentou variação positiva de 2,30%.
Dos produtos analisados, 10 apresentaram alta de preços (sete de origem vegetal e três de origem animal) e oito sofreram queda (cinco de origem vegetal e três de origem animal). As altas mais expressivas ocorreram nos preços do tomate (19,17%); dos ovos (17,08%); da laranja para mesa (16,83%); do café (14,28 %) e da carne de frango (6,15%).
O aumento nos preços do tomate decorreu de perdas na colheita geradas pelas chuvas continuadas, numa situação de demanda aquecida e safra menor que afetou o abastecimento, dizem os pesquisadores Luis Henrique Perez, Danton Leonel de Camargo Bini, Eder Pinatti, José Alberto Angelo e José Sidnei Gonçalves. Já a menor oferta de ovos foi desproporcional à conjuntura anterior de preços baixos, associada à pressão de demanda, em especial pela agroindústria de massas alimentícias e de panificação e confeitaria com a proximidade da páscoa.
Os preços da laranja de mesa refletem o impacto da demanda típica do verão sobre o consumo de sucos naturais, numa conjuntura de safra de menor oferta, observam os analistas do IEA. “Além disso, há a pressão da entressafra “fisiológica da planta”, ofertando menor quantidade de frutas.” 
Por sua vez, os preços do café elevaram-se devido às pressões da demanda internacional e aos menores estoques mundiais. O maior consumo no mercado interno, inclusive de cafés de melhor qualidade, contribuiu para a alta nos preços.
O aumento das exportações e as pressões da demanda interna também ajudaram a elevar o preço da carne de frango. A enorme oferta do produto manteve os preços sob algum controle na passagem de ano e agora a não-renovação dos plantéis no mesmo ritmo reverte a tendência de preços.
As quedas mais significativas foram verificadas nos preços da banana (33,31%); da carne suína (18,76%); do feijão (10,00%); do amendoim (9,82%) e do arroz (5,82%).
A íntegra da análise está disponível no website http://www.iea.sp.gov.br/out/LerTexto.php?codTexto=12069
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
(11) 5067-0424
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