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Preços agrícolas sobem 1,17% na segunda quadrissemana de setembro

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR) subiu 1,17% na segunda quadrissemana de setembro de 2009, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Foi puxado pelo índice de produtos de origem vegetal, com alta de 3,32%. Já o índice de produtos de origem animal sofreu queda de 4,17% no período. Com a exclusão da cana-de-açúcar do cálculo, o índice geral cai para 0,92%, mas continua positivo, enquanto o índice de produtos vegetais sobe para 5,76%.
As maiores altas ocorreram nos preços do tomate para mesa (53,60%), da banana nanica (33,57%), da laranja para mesa (17,29%), da carne suína (12,61%) e da batata (7,14%), de acordo com a análise dos pesquisadores Eder Pinatti, José Alberto Ângelo, José Sidnei Gonçalves e Luiz Henrique Perez.
A forte quebra na safra do tomate de mesa levou o preço do produto a patamar nunca antes alcançado nesta época do ano, dizem os técnicos do IEA. “Entretanto, começa a apresentar recuo na variação quadrissemanal, indicando recuperação da oferta, apesar dos fortes temporais que assolaram o País no período.”
No caso da banana nanica, a redução da oferta, provocada pela formação dos cachos nos meses de inverno, e o aumento da procura, induzida pelo clima mais ameno de setembro, determinam a acentuada variação de preços, observam os pesquisadores. “A tendência natural é a melhoria da oferta, com o desenvolvimento mais completo dos cachos em setembro e outubro e o conseqüente recuo dos preços.” A partir do dia 16 de setembro, tornou-se obrigatória a venda da banana por peso (em kg), em todo o Estado de São Paulo, no campo, no atacado e no varejo.
A alta no preço da carne suína decorre do aumento da demanda, principalmente por parte da indústria, que está incrementando a produção de derivados, com vistas ao consumo do final do ano, e também da redução da produção, assinalam os técnicos do IEA. “Nos últimos meses, os preços da carne suína ficaram abaixo do esperado, por conta da influência da gripe A (ainda erroneamente chamada de gripe suína). Porém as cotações mostram recuperação parcial, visto que em média estão na mesma faixa dos preços praticados no mesmo período de 2007, mas ainda menores (42,3%) em relação ao mesmo período de 2008.”
Na laranja (para mesa), a retomada das aulas, concomitante ao fim do período mais duro de inverno, eleva o consumo, além da menor concorrência da laranja para indústria no consumo in-natura, em virtude da redução da oferta do produto para este fim.
 As quedas mais expressivas foram observadas nos preços da carne de frango (18,80%), do feijão (15,04%), da laranja para indústria (6,75%) e do milho (3,78%). No feijão, incrementa-se a entrada da produção de inverno, ocasionando a redução das cotações, numa realidade de preços já baixos em relação ao ano passado, consideram os pesquisadores. “Ademais, as safras, em especial da agropecuária de subsistência do nordeste, foram muito boas, ampliando ainda mais a oferta nesse momento e empurrando os preços para baixo.”
“Mais uma vez ocorre o fato de que boas colheitas de feijão não necessariamente representam maior renda bruta, pois quando o produtor tem boa produção não tem bom preço e quando tem bom preço é porque não tem o produto. As cotações atuais desestimulam o plantio das águas, quando nas regiões produtoras paulistas essa lavoura alimentar concorre com a soja.”
Veja aqui a íntegra da análise.

Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
(11) 5067-0424

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