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Preços agrícolas sobem 0,75% na primeira quadrissemana de setembro

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), que mede os preços pagos ao produtor rural, subiu 0,75% na primeira quadrissemana de setembro, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O índice de preços dos produtos de origem animal aumentou bem acima deste patamar, ou seja, 2,66%. Já o índice de preços dos produtos de origem vegetal apresentou ligeira alta (0,05%).
Dos produtos pesquisados, 12 apresentaram alta de preços (nove do segmento vegetal e três do segmento animal), enquanto oito tiveram queda (cinco de origem vegetal e três de origem animal). As altas mais expressivas ocorreram nos preços da banana nanica (32,81%); do amendoim (13,54%); da carne de frango (12,99%); do feijão (9,61%) e do arroz (8,97%).
Os efeitos sobre os preços da banana decorrem da dificuldade de normalização da oferta prejudicada pelas chuvas que assolaram o Vale do Ribeira, principal região produtora paulista, dizem os pesquisadores do IEA Luis Henrique Perez, Danton Leonel de Camargo Bini, Eder Pinatti, José Alberto Angelo e José Sidnei Gonçalves. Isto formou “um cenário de escassez no curtíssimo prazo”, agravado pela ”maior propensão ao consumo nas estações do ano caracterizadas por temperaturas amenas”.
Já o aumento nos preços do amendoim refere-se à limitação da oferta, já que o ano se iniciou com baixos estoques do produto, aliados tanto às perdas causadas pelas chuvas no período da colheita quanto pelo aumento da exportação. No caso da carne de frango, os preços internacionais atingiram patamares recordes, superando aqueles até então considerados inalcançáveis, observam os analistas do IEA. “Com isso, os impactos nos preços internos se mostram de elevação substantiva com a tendência de boas exportações.”
Por sua vez, as colheitas de feijão aquém da demanda das safras das secas e de inverno levaram à escassez sazonal com preços elevados, situação que perdurará até as primeiras entradas do novo plantio das águas, segundo informam os pesquisadores. Já a retenção de estoques de arroz, face aos preços baixos, vem permitindo a recuperação dos preços que ainda não remuneram os custos de produção. “A perspectiva de maior demanda internacional sinaliza continuidade da tendência de alta no curto prazo.”
As quedas mais relevantes foram verificadas nos preços da batata (23,78%); da carne suína (10,96%); da laranja para indústria (7,51%); do trigo (4,27%) e da laranja para mesa (1,39%).
Link: íntegra da análise
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
Camila Amorim/Eliane Christina da Silva
(11) 5067-0424
 

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