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Preços agrícolas sobem 0,36% na terceira quadrissemana de abril

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), que mede os preços pagos ao produtor rural, subiu 0,36% na terceira quadrissemana de abril, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. A alta foi inferior ao aumento de 1,59% na segunda quadrissemana de abril.
O índice de preços dos produtos de origem vegetal aumentou 0,39%, enquanto o índice de preços dos produtos de origem animal apresentou variação positiva de 0,30%. Sem a inclusão da cana-de-açúcar no cálculo, o índice de produtos vegetais cai 2,43% e o índice geral recua 1,10%.
Entre os produtos pesquisados, nove apresentaram alta de preços (cinco de origem vegetal e quatro de origem animal), enquanto oito tiveram queda (sete de origem vegetal e um de origem animal). A carne bovina não apresentou variação no período analisado. As altas mais relevantes ocorreram nos preços da banana nanica (54,34%); do amendoim (17,85%); da carne suína (12,43%); dos ovos (10,70%); do trigo (7,60%) e do leite C (5,15%). 
A banana nanica, cujos preços estavam muito baixos em março, agora mostra variação dentro do padrão sazonal, com aumento derivado da redução da oferta (cachos demoram mais para formar com a redução da temperatura média e das chuvas) e do incremento de consumo típico do outono, dizem os pesquisadores Luis Henrique Perez (lhperez@iea.sp.gov.br), Danton Leonel de Camargo Bini (danton@iea.sp.gov.br), Eder Pinatti (pinatti@iea.sp.gov.br), José Alberto Angelo (alberto@iea.sp.gov.br) e José Sidnei Gonçalves (sydy@iea.sp.gov.br).
As cotações do amendoim foram impulsionadas pelas inesperadas chuvas em meio à colheita, que provocaram perdas na cultura, explicam os analistas do IEA. Por sua vez, a recuperação dos preços da carne suína, produto diretamente substituto da carne bovina (que se mantém em patamar elevado), segue a tendência de ganhos acumulados de preços inferiores aos dos demais produtos animais. A abertura do mercado chinês para a carne suína brasileira (com a liberação de três frigoríficos) ainda não impactou as cotações.
A menor oferta de ovos veio acompanhada de incremento do consumo desse produto no período de quaresma, observam os analistas do IEA. Verifica-se assim ajuste desproporcional em decorrência da conjuntura anterior de preços baixos, associada à pressão de demanda, da agroindústria de massas alimentícias e de panificação.
A disparada das cotações internacionais do trigo, acima dos movimentos do câmbio, afeta os preços domésticos do produto, já que o Brasil é importador para o abastecimento do mercado interno. No setor animal, a proximidade do inverno, com as primeiras manifestações do frio no outono, já sinaliza redução da oferta do leite C, gerando expectativa de elevação dos preços também pressionados pela demanda. 
As quedas mais significativas foram observadas nos preços da laranja para mesa (19,20%); do tomate para mesa (17,65%); da carne de frango (10,67%); da laranja para indústria (5,22%) e do arroz (3,19%).
Link: íntegra da análise http://www.iea.sp.gov.br/out/LerTexto.php?codTexto=12115
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
(11) 5067-0424

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