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Preços agrícolas: fevereiro encerra com alta de 10,26%

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR) encerrou o mês de fevereiro com variação positiva de 10,26%, afirmam Eder Pinatti, José Alberto Ângelo,  José Sidnei Gonçalves, Luis Henrique Perez e Danton Leonel de Camargo Bini, pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Na comparação entre fevereiro de 2010 com fevereiro de 2009, ainda que a análise dos preços agropecuários, em geral revele aumentos maiores que a inflação média, chama a atenção que mesmo nos produtos vegetais, aqueles que formam a alimentação básica tiveram queda – arroz com queda de 11,49% e feijão com expressiva diminuição de 36,06%.
Em fevereiro, os produtos do IqPR que registraram maiores altas, em comparação com o mês anterior, foram: laranja para mesa (93,42%), tomate para mesa (75,62%), laranja para indústria (34,25%), feijão (17,50%), ovos (16,47%) e banana (10,29%).
Para a laranja de mesa, a ocorrência da entrada do verão elevando o consumo de sucos; além de que, em fevereiro, com o findar da safra, a oferta desta fruta reduz-se de forma significativa, afetando os preços com pressões para alta. O tomate para mesa também continua o movimento de alta nos preços, devido às fortes chuvas, que tem impedido uma regularidade mínima da oferta do produto. Mas como produto perecível, o tomate tem um efeito pontual elevado, podendo reverter essa situação de alta seja pela entrada de novas colheitas ou pelo efeito substituição mais decisivo, em especial com a entrada de alternativas de salada como o alface, que também foi duramente afetado pelas chuvas, mas que tem ciclo mais curto.
No feijão, que reverte tendência de queda, a estiagem por alguns dias melhorou a qualidade do produto elevando as médias dos preços recebidos pelos produtores, além do que o desestímulo do plantio começa a refletir-se na oferta do produto. Ressalte-se que face aos preços não remuneradores que ocorreram nos últimos meses, trata-se neste caso da recuperação que ainda coloca as cotações abaixo dos custos de produção. Quanto aos ovos, a redução do alojamento de matrizes verificada no final do ano de 2009, levou à diminuição da oferta. Associado a esse contexto, cabe destacar a natural ascensão das cotações nessa época do ano, período da quaresma, dos ovos em substituição às carnes.
Os produtos que apresentaram quedas de preços no período foram: soja (12,34%), milho (8,30%) carne suína (5,43%), arroz (1,19%) e trigo (0,94%). Para a soja, depois de anunciada safra recorde com crescimento de 30% associada ao início da colheita, as cotações do produto recuaram, além das mudanças na economia chinesa que prognosticam menores aquisições desse produto por esse país asiático. Essa tendência dos preços internacionais e os custos do frete podem ampliar as dificuldades econômicas dos produtores das áreas mais distantes da fronteira agropecuária, gerando remuneração líquida abaixo dos custos de produção.
Para o milho, a entrada da safra numa situação em que não foram retomadas as exportações brasileiras comparando com a realidade anterior à crise internacional, pressiona os preços para baixo. Esse patamar de preços coloca os produtores de milho numa situação de elevada dificuldade, pois estão muito abaixo dos custos médios de produção.
Na carne suína o ajuste dos preços para baixo consiste numa tendência inversa do milho, uma vez que os preços desse produto animal estão mais remuneradores que no mesmo período do ano passado e, com isso não estão suscitando as mesmas pressões de custo.

Leia o artigo completo em: http://www.iea.sp.gov.br

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Euzi Dognani/Adriana Rota/ Nara Guimarães
Patrícia Aparecida da Silva (estagiária)

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