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Preços agrícolas fecham em queda pela quarta quadrissemana consecutiva

O IqPR – Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista registrou queda de 2,45% na terceira quadrissemana de Novembro, de acordo com levantamento realizado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. É a quarta quadrissemana consecutiva que o índice aparece negativo, com a tendência de queda aumentando, puxada pelos produtos de origem vegetal. No período analisado, 13 produtos sofreram queda enquanto sete produtos apresentaram variação positiva.
As maiores quedas foram registradas nos preços do tomate para mesa (21,97%), laranja para indústria (14,18%), batata (12,40%), soja (9,23%), laranja para mesa (8,98%) e banana nanica (6,88%), afirmam os pesquisadores Luis Henrique Perez, Danton Leonel de Camargo Bini, Eder Pinatti e José Alberto Angelo.
A produção de tomate em São Paulo voltou à normalidade após as variações climáticas atípicas ocorridas este ano, derrubando os preços. Da mesma forma, a produtividade da batata voltou ao normal, melhorando a oferta e levando à consequente queda nos preços.
Já a divulgação de valores maiores para a safra norte-americana da soja por parte do USDA/USA, além da expectativa da boa produção no mercado interno, influenciou na redução das cotações.
A queda nos preços da laranja para indústria pode ser atribuída ao fato de os custos da colheita terem sido assumidos pelos compradores, bem como à colheita de variedades menos valorizadas. O preço da laranja para mesa foi reduzido em função do aumento da oferta de frutas concorrentes.
Segundo os pesquisadores, a elevação da temperatura e a maior ocorrência de chuvas começam a acelerar a formação dos cachos de banana e a aumentar a oferta do produto. Por outro lado, começa também a aumentar a oferta de frutas concorrentes dando início a ciclo de preços declinantes.
Os produtos que registraram as maiores altas foram carne suína (6,93%) e arroz (4,77%). No caso da carne suína, o aumento nos volumes de cevados, direcionados ao mercado internacional, via exportação, reduziu a competição no mercado interno e melhorou os preços recebidos pelos suinocultores.
Estoque de arroz insuficiente para atender a demanda motivou o reajuste dos preços do produto do campo ao consumidor final. As intervenções da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), leiloando estoques de arroz, ainda não reequilibraram os preços no mercado nacional.
Clique aqui para ler o artigo na íntegra.  
Mais informações:
Instituto de Economia Agrícola
Nara Guimarães
Assessora de Imprensa
Tel: (11) 5067-0498

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