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Preços agrícolas encerram outubro com alta de 2,58%

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR) encerrou outubro com alta de 2,58%, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O índice de produtos de origem vegetal subiu acima do índice geral (2,77%), enquanto o índice de produtos de origem animal registrou alta de 2,11%.
Com a exclusão da cana-de-açúcar do cálculo, o índice geral assinalou variação positiva de 2,39%. Já o índice de produtos vegetais aumentou um pouco mais (2,65%), de acordo com os pesquisadores Eder Pinatti, José Alberto Ângelo, José Sidnei Gonçalves e Luis Henrique Perez.
No acumulado de doze meses, o índice geral cresceu 7,74% e o índice de produtos vegetais aumentou 15,26%, enquanto o índice de produtos animais recuou 9,76%. Sem a cana-de-açúcar, o índice geral caiu 0,04%, enquanto o índice vegetal fechou o período em 9,17% positivos.
As altas mais expressivas em outubro, em relação ao mês anterior, ocorreram nos preços do amendoim (32,30%); do tomate para mesa (27,80%);da carne suína  (12,64%); da carne de frango (10,50%); e da batata (10,31%).  No caso do amendoim, o final do período de safra reduziu a oferta do produto, acarretando valorização, o que favoreceu a recuperação dos preços, dizem os técnicos do IEA.
Já a instabilidade do clima, durante o processo produtivo, prejudicou a produção de tomate para mesa, elevando a cotação do produto, como mostra a análise. E a alta do preço da carne suína ainda apresenta fôlego, influenciada pelo aumento da demanda, principalmente por parte da indústria, que está incrementando a produção de derivados de carne suína, com vista ao consumo do final do ano.
Por sua vez, a carne de frango recupera preços que se encontravam em patamar bem inferior nas quadrissemanas anteriores. E o clima também foi o responsável pelas perdas na produção de batata e a conseqüente menor oferta do produto no mercado, o que acarretou alta das cotações.
As quedas mais significativas em outubro, frente ao mês anterior, foram verificadas nos preços da banana nanica (9,79%); dos ovos (7,90%); do feijão (7,73%); do trigo (7,20%) e dos leites C e B (5,32% e 4,12%).
No período de outubro/2008 a outubro/2009, os maiores aumentos foram registrados nos preços da batata (124,12%); do tomate para mesa (114,07%); da banana nanica (19,35%) – produtos onde a sazonalidade e o clima foram os principais fatores pela elevação dos preços – e da cana-de-açúcar (19,36%), cujas condições favoráveis no mercado internacional do açúcar, em relação ao ano passado, sustentaram a elevação dos últimos doze meses.
“Dos produtos brasileiros, com relevância internacional, têm-se a soja com patamar de preços similares aos do ano anterior, ou seja, a continuidade do crescimento da economia chinesa – importante mercado para a soja brasileira – vem sustentando o patamar dos preços internacionais dessa oleaginosa. Vale destacar ainda as variações negativas para a carne bovina, milho e arroz”, observam os pesquisadores do IEA.
“Chama a atenção o comportamento do conjunto de preços, em relação a 2008, que mostra comida mais barata em termos de alimentos básicos: feijão e arroz (–65,17% e –19,04%, respectivamente); mais cara em termos das saladas e misturas vegetais: tomate de mesa e batata (114,07% e 124,12%, respectivamente); e, nas duas principais frutas, a banana está mais cara (+19,35%) e a laranja de mesa equilibra o preço da cesta de frutas ao estar mais barata (-29,83%). O café da manhã fica mais caro pelo aumento do trigo (2,83%) e do leite (6,71% e 7,36%, tipo B e C, respectivamente), ainda que com café mais barato (–2,28%).”
Já o consumo de proteína – com reflexos na qualidade nutricional – é mais favorável que no ano passado, em face dos preços inferiores da carne bovina (–13,48%); da carne de frango (–7,75%); da carne suína (–24,52%) e dos ovos (–19,04%). Mesmo que essas condições favoráveis de preços não necessariamente cheguem ao varejo, no campo indicam condições favoráveis aos consumidores, ainda que representem reflexos negativos para a renda dos agropecuaristas, concluem os pesquisadores.
Link: íntegra da análise dos preços agropecuários referente a outubro de 2009
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
(11) 5067-0424
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