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Preços agrícolas encerram março com alta de 4,45%

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), que mede os preços pagos ao produtor,  encerrou o mês de março com alta de 4,45%, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.  Foi puxado pelo índice de preços dos produtos de origem vegetal (aumento de 5,75%), já que o índice de preços dos produtos de origem animal apresentou variação positiva de 1,57%. A exclusão da cana-de-açúcar do cálculo faz com que o índice geral suba para 5,71% enquanto o índice de preços dos produtos vegetais pule para 9,64%.
No acumulado dos últimos 12 meses, o índice geral registrou aumento de 26,81% e o índice de produtos vegetais subiu 38,87%. Já o índice de produtos animais recuou 0,15% no período de um ano. Sem a presença da cana-de-açúcar no cálculo, o acumulado do índice geral ficou estável em 26,22%, enquanto o índice de produtos vegetais sofreu expressiva alta de 54,43%, puxado pelos preços das laranjas para mesa e indústria (97,68% e 28,07%), banana nanica, feijão e tomate.
As altas mais expressivas em março, na comparação com o mês anterior, foram observadas nos preços do tomate para mesa (65,08%), do feijão (57,45%), da banana nanica (57,19%),  da laranja para mesa (12,82%) e da carne suína (8,57%).
Os preços do tomate para mesa mantiveram o movimento de alta iniciado em fevereiro, dizem os pesquisadores José Alberto Ângelo, José Sidnei Gonçalves, Luis Henrique Perez, Danton Leonel de Camargo Bini e Eder Pinatti. As colheitas concentraram-se majoritariamente até o final de janeiro, com o amadurecimento precoce dos tomateiros (o que gerou queda acentuada no preço do produto no primeiro mês do ano), adicionado ao aparecimento de doenças causadas pelo excesso de chuvas (que diminuíram a produtividade das lavouras colhidas em fevereiro e março). Isto causou enorme diminuição da oferta de tomate para mesa no último mês, jogando às alturas os preços recebidos pelos produtores.
Já as cotações do feijão, depois de apresentar níveis baixos durante o primeiro bimestre de 2010, recuperaram-se em março, observam os analistas do IEA. As chuvas (que reduziram a quantidade e a qualidade da leguminosa) na primeira safra, ou safra das águas (jul. 2009 – out. 2009), geraram pouco incentivo ao plantio da segunda safra, ou feijão da seca (dez. 2009 – fev. 2010). Essa oferta diminuta ocasionou o aumento dos preços recebidos pelos produtores de feijão no mês de março.
Os preços da banana nanica refletem o resultado das fortes enchentes ocorridas em janeiro e em fevereiro no Vale do Ribeira, principal região produtora do estado de São Paulo. Uma redução de oferta, acrescida de expansão do consumo peculiar no período de outono (por se estar na entressafra da banana prata), provocou aumentos acentuados nos preços da banana nanica em março.
Na laranja de mesa, o verão (que eleva o consumo de sucos), associado às chuvas em grande intensidade no segundo semestre de 2009 e início de 2010, prejudicou as floradas, causando diminuição da oferta nesse início de ano, que levou à recuperação das cotações. Somado a isso, o findar da safra em fevereiro fez com que a oferta da fruta se reduzisse de forma significativa, afetando os preços com pressões altistas.
A carne suína, beneficiada pela retomada de contratos internacionais assinados no último mês, vê seus preços em ascensão, observam os analistas do IEA. Assim, os produtores retomam o ânimo, depois de passarem por período de redução dos plantéis devido aos preços desestimulantes em 2009 por causa da crise econômica mundial.
As quedas mais expressivas foram registradas nos preços do arroz (8,45%), da carne de frango (6,07%), da laranja para indústria (4,53%), da soja (4,12%) e do trigo (3,56%). 
“Importante salientar que preços agropecuários em alta, em plena colheita de safra de grãos, com expectativa vultosa, indicam impactos inflacionários futuros, os quais não podem ser amenizados pelo aperto monetário”, alertam os pesquisadores do IEA. “Ao contrário, essa medida pode ter o efeito perverso de dificultar a verdadeira solução que consiste em buscar maior oferta.”
Link:íntegra da análise sobre o Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
Maitê Laranjeira (estagiária)
(11) 5067-0424
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