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Preços agrícolas caem pela quinta vez consecutiva, em São Paulo

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), que mede os preços pagos ao produtor rural, caiu, na primeira quadrissemana de março, pela quinta vez consecutiva, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. A queda, de 0,94%, deu-se basicamente graças ao recuo nos preços dos produtos de origem vegetal (baixa de 2,45%), já que o índice de preços dos produtos de origem animal subiu 3,08%. Porém, se a cana-de-açúcar for excluída do cálculo, o índice de preços dos produtos vegetais cai ainda mais (6,39%), puxando o índice geral para menos 1,47%.
Entre os produtos analisados, 13 apresentaram retração (nove do setor vegetal e quatro do segmento animal), enquanto sete produtos sofreram acréscimos nos preços (cinco do setor vegetal e dois da área animal). As quedas mais expressivas ocorreram nos preços do tomate para mesa (44,22%); da batata (20,17%); do feijão (12,19%); do café (9,50%) e da banana nanica (6,32%).
A boa oferta do tomate, devido ao amadurecimento rápido nos tomateiros, levou à necessidade de colocar o produto rapidamente no mercado, dizem os pesquisadores Luis Henrique Perez (lhperez@iea.sp.gov.br), Danton Leonel de Camargo Bini (danton@iea.sp.gov.br), Eder Pinatti (pinatti@iea.sp.gov.br), José Alberto Angelo (alberto@iea.sp.gov.br) e José Sidnei Gonçalves (sydy@iea.sp.gov.br). Igualmente no caso da batata, a perecibilidade levou à variação conjuntural dos preços, cuja queda no entanto pode ser refreada com o aumento do consumo no final das férias.
Segundo os analistas do IEA, as secas que provocaram o atraso do plantio do feijão das águas nas principais regiões produtoras elevaram os preços recebidos pelos agricultores. Porém, em meados de fevereiro, a entrada de um volume mais denso do produto levou à redução das cotações em relação ao período anterior.
Quanto ao café, os preços internacionais associados à valorização cambial indicam tendência de queda nos próximos movimentos, tanto internos quanto externos, explicam os técnicos do IEA. A situação poderá ser alterada para melhor ou pior, ficando na dependência do desenrolar da crise européia.
Já o fim do verão e a perspectiva de entrada em maior quantidade de outras frutas, como por exemplo a maçã, levaram os preços da banana ao recuo na principal região produtora paulista. As dificuldades de colocação da fruta em tradicionais mercados do exterior também aumentaram a oferta interna estimulada pelo câmbio.
As altas mais significativas foram verificadas nos preços da carne de frango (10,87%); dos ovos (8,29%); do arroz (5,04%) e do amendoim (4,33%).
A íntegra da análise está disponível no site www.iea.sp.gov.br
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
Eliane Christina da Silva (estagiária de relações públicas)
(11) 5067-0424

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