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Preços agrícolas caem 4,55% na terceira quadrissemana de julho

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), que mede os preços pagos ao produtor rural, caiu 4,55% na terceira quadrissemana de julho, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Foi puxado pelo índice de preços dos produtos de origem vegetal, que recuou 7,32%, já que o índice de preços dos produtos de origem animal subiu 2,86%.
Dos produtos analisados, 12 apresentaram queda nos preços (11 de origem vegetal e um de origem animal), enquanto oito sofreram alta (três do setor vegetal e cinco da área animal). As quedas mais significativas ocorreram nos preços do tomate para mesa (37,15%); da laranja para mesa (20,91%); do algodão (15,74%); da laranja para indústria (15,03%); e da batata (9,06%).
A normalização da produção do tomate de mesa, após problemas climáticos ocorridos entre maio e junho, contribuiu para a reversão da tendência dos preços, que passaram a refletir condições de oferta que atendem à demanda, dizem os pesquisadores Luis Henrique Perez, Danton Leonel de Camargo Bini, Eder Pinatti, José Alberto Angelo e José Sidnei Gonçalves.
Já a redução expressiva dos preços da laranja de mesa revela uma realidade distinta do ano passado, explicam os analistas do IEA. Ou seja, uma safra dentro da normalidade, numa conjuntura de recuo dos preços internacionais, levou à tendência de redução dos preços internos, cujos patamares já afetam a remuneração dos citricultores. “A não-sinalização internacional com poucas compras das agroindústrias no mercado livre levou ao pareamento dos preços da laranja para indústria e da laranja para mesa.”
Os preços do algodão caíram por conta de duas ocorrências: o recuo das cotações internacionais, com a normalização da oferta pelas principais nações, e o aumento das importações chinesas de têxteis acabados. Isto impacta para baixo os preços da matéria-prima, observam os pesquisadores.
Já a entrada de batata reverte a conjuntura recente de preços em alta, dizem os especialistas do IEA.
Por sua vez, as altas mais relevantes ficaram restritas ao setor animal. Ou seja, foram verificados aumentos nos preços da carne suína (14,26%); da carne de frango (7,16%); do leite C (6,91%); do leite B (5,36%) e dos ovos (1,70%). 
No caso da carne suína, a forte alta nos preços decorre do substancial incremento das exportações do produto no último mês e início do corrente, dizem os pesquisadores do IEA. “A perspectiva, derivada do anúncio do embargo russo, produziu a antecipação de compras por aquele país, mas também evoluíram para as vendas para Argentina e Hong Kong. Esses fatores impulsionaram os preços internos, alta também puxada pelo preço do frango.”
Tanto que os preços internacionais da carne de frango atingiram patamares recordes, superando aqueles até então considerados inalcançáveis ocorridos em 2008.
Quanto aos leites (B e C), a redução da quantidade e da qualidade das pastagens refletiu na menor oferta dos produtos, pressionando as cotações para cima.
Link: íntegra da análise
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
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