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Preços agrícolas caem 3,80 % no fechamento de julho

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), que mede os preços pagos ao produtor rural, encerrou julho com queda de 3,80%, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Foi puxado pelo índice de preços dos produtos de origem vegetal, com variação negativa de 6,75%, já que o índice de preços dos produtos de origem animal subiu 4,11%.
Já no acumulado de 12 meses, os três índices apresentaram comportamento positivo, ou seja, o índice geral subiu 27,88%; o índice de produtos vegetais aumentou 31,54%; e o índice de produtos animais teve alta de 16,28%.
De qualquer forma, a queda nas últimas quadrissemanas indica a contribuição dos preços agrícolas para que ocorram menos pressões inflacionárias, dizem os pesquisadores Luis Henrique Perez, Danton Leonel de Camargo Bini, Eder Pinatti, José Alberto Angelo e José Sidnei Gonçalves.
Em relação a junho, as quedas mais expressivas ocorreram nos preços do tomate para mesa (42,55%); da batata (25,24%); do algodão (21,52%); da laranja para indústria (18,15%) e da laranja para mesa (17,46%). Os preços do tomate de mesa seguem tendência de forte queda a partir de patamares que correspondem mais do dobro do verificado na mesma época do ano anterior (+117,98%).
Já os preços da batata sofreram queda acentuada em decorrência das variações bruscas da conjuntura, dizem os analistas do IEA. “Quando a entrada de produto reverte a conjuntura de escassez que havia produzido pressões de alta, na alternância da gangorra de preços verifica-se, como no caso, a manifestação de reduções expressivas em função das mudanças da oferta.”
No caso do algodão, a queda significativa nos preços internos decorre do recuo das cotações internacionais, com a normalização da oferta pelas principais nações produtoras e pelo aumento das importações chinesas de têxteis acabados, observam os pesquisadores do IEA. “Após uma realidade de preços internacionais elevados que estimulou a maior produção interna, os preços atuais da pluma estão em patamares similares aos de 2010.”
Nos mercados da laranja, a redução expressiva nos preços da laranja de mesa revela uma realidade distinta do ano anterior, mostra a análise. “Uma safra dentro da normalidade, numa conjuntura de recuo dos preços internacionais, levou à tendência de redução dos preços internos. As poucas compras das agroindústrias no mercado livre levaram ao pareamento dos preços da laranja para indústria e da laranja para mesa.” A continuar essa tendência de queda, as frutas destinadas ao processamento agroindustrial protegidas por contratos devem apresentar redução inferior à do mercado livre (dito spot), podendo mesmo elevar-se dependendo das bases em que forem firmados esses instrumentos de coordenação vertical.
As altas mais significativas foram verificadas nos preços dos produtos animais, ou seja, da carne suína (26,09%), da carne de frango (8,84%), do leite C (6,17%), do leite B (4,77%), e da carne bovina (0,97%). 
No caso da carne suína, a forte alta dos preços decorre do substancial incremento das exportações do produto no último mês e início do mês corrente, com elevação também dos preços médios obtidos. Impulsionaram os preços internos a perspectiva derivada do anúncio do embargo russo, que produziu a antecipação de compras por aquele país, mas também evoluíram para as vendas para Argentina e Hong Kong. Mas a realidade é de recomposição dos preços, e não de aumento clássico, comentam os analistas.
Os patamares recordes atingidos pelos preços internacionais da carne de frango superam aqueles até então considerados inalcançáveis ocorridos em 2008, dizem os pesquisadores. “Com isso, os impactos nos preços internos se mostram de elevação substantiva com a tendência de boas exportações.”
Na agroindústria de leite e laticínios, a precariedade nos de mecanismos de coordenação vertical resulta em oscilações de preços, com elevada amplitude típica de perecíveis. “Tanto assim que, na conjuntura atual, os preços dos leites (B e C) se elevam face à redução da quantidade e qualidade das pastagens que reflete na menor oferta dos produtos, pressionando as cotações para cima, numa realidade de demanda aquecida.”
Acumulado de um ano
No acumulado dos últimos 12 meses, os preços agropecuários ainda são superiores aos que vigoraram no mesmo período de 2010 sempre acima dos índices de inflação, consideram os pesquisadores do IEA.
A cana-de-açúcar apresenta valor do quilo de ATR (valor referência de cálculo) 40,36% superior ao do mesmo mês do ano passado. Os preços dessa matéria-prima agroindustrial tiveram recente processo de reposicionamento em função dos patamares vigentes para o produto final (açúcar e álcool). “Esse impacto decisivo da cana de açúcar na definição dos índices de preços agropecuários paulista fica demonstrado na evolução desses indicadores, considerando ou não o preço da matéria prima.”
No período de um ano, oito produtos apresentaram queda menor que a inflação acumulada (IPCA = 6,71%), ou seja: laranja para indústria, -23,54%; arroz, -21,31%; laranja para mesa, -18,37%; batata, -17,85%; banana nanica, -16,05%; feijão, -3,93%; carne suína, -1,45%; amendoim, 1,61%. Isto “consubstancia preços menos remuneradores”, observam os técnicos do IEA.
Por sua vez, dois produtos tiveram variações em patamar próximo da inflação oficial, ou seja, algodão, 6,33%, e leite C, 6,63%). Já dez produtos apresentaram reajustes superiores aos índices inflacionários, ou seja, tomate para mesa, 117,98%; milho, 68,95%; café, 53,73%; cana-de-açúcar, 40,36%;  trigo, 31,49%;  soja, 18,31%;  ovos, 19,11%;  carne bovina, 17,76%; leite B, 13,01%; e carne de frango, 11,97%).
“Noutras palavras, metade dos produtos agropecuários ainda apresenta preços mais remuneradores que do ano anterior, com destaque para as commodities agropecuárias (milho, café, trigo e soja), cujos preços internacionais mais elevados vêm balizando os preços internos”, concluem os pesquisadores do IEA.
Link: íntegra da análise  
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
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