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Preços agrícolas caem 1,98% na segunda quadrissemana de julho

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR) caiu 1,98% na segunda quadrissemana de julho, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Foi puxado pelos preços dos produtos de origem vegetal cujo índice registrou recuo de 3,93%. Já o índice de preços dos produtos de origem animal apresentou alta de 2,86% no mesmo período.
As quedas mais expressivas ocorreram nos preços da laranja para mesa (21,05%), da batata (11,31%), do tomate (8,68%), do arroz (6,14%) e dos ovos (5,48%). No caso da laranja de mesa, contribui para a queda das cotações o efeito-safra, associado ao tradicional menor consumo de sucos caseiros nos meses de inverno e também à parte da laranja para indústria destinada ao consumidor, devido aos baixos preços praticados pelas processadoras.
A redução nas cotações da batata reflete a boa oferta do produto, oriundo das diversas regiões que abastecem o mercado paulista, onde já está no seu final a colheita da safra das secas, dizem os autores da análise. Quanto ao arroz, o recuo dos preços reflete a entrada do produto gaúcho. As perspectivas para os meses seguintes dependem do ritmo da evolução do consumo, uma vez que, se mantida a tendência de crise de emprego com reflexo na demanda, os estoques públicos e privados funcionarão neste caso como pressão para queda de preços.
Para os ovos, a retração nos preços decorre da menor demanda, tanto na agroindústria de massas e panificação quanto no consumo direto, observam os pesquisadores Eder Pinatti, José Alberto Ângelo, José Sidnei Gonçalves e Luis Henrique Perez.
As altas mais significativas foram registradas nos preços do feijão (15,60%), da carne suína (14,83%), da carne de frango (8,57%) e do leite tipo C (6,52%).
Os preços do feijão vêm se recuperando há várias quadrissemanas, dizem os técnicos do IEA. Trata-se do reflexo da persistência de preços muito baixos desde o início de 2009. O abastecimento do mercado interno dá-se pela sucessão de safras complementares, praticadas em diversas e diferentes regiões brasileiras. Assim, o preço baixo que sequer remunerava os custos de produção levou ao plantio reduzido, em especial dos produtores mais modernos, resultando em redução da oferta.
Nesta quadrissemana, o preço de R$ 90,00 por saca (60 kg) pode ser considerado no patamar de normalidade, mas em termos de rentabilidade a perspectiva é de continuidade da alta, prevêem os pesquisadores. Assim, o consumidor, que estava sendo beneficiado por preços muito baixos do produto, vai acabar pagando preços cada vez maiores. O  que não ocorre com o produtor que, quando tinha produto, não tinha preço e agora tem preço e não tem o produto.
No caso da carne suína, a alta acompanha o mercado de produtos de origem animal, porém agora com menor intensidade. “Esse aumento de preço decorre da reabertura de alguns mercados no exterior e da superação das desconfianças do consumidor interno, face à recente epidemia mundial de gripe.”
A evolução dos índices quadrissemanais de preços mantém a tendência de queda, retrocedendo significativamente em relação à quadrissemana anterior. O índice geral recuou 1,1 ponto percentual, o índice de produtos vegetais caiu 0,4 ponto percentual e o índice de produtos animais, apesar de positivo, retrocedeu 2,6 pontos percentual. “Estes recuos se devem, em grande parte, às variações negativas registradas nos produtos de origem vegetal, principalmente a cotação da cana-de-açúcar, batata e da laranja. Para os produtos de origem animal, somente os ovos tiveram variação negativa e os demais produtos apresentarem variações positivas, porém menores em relação à primeira quadrissemana de julho”, concluem os autores do estudo.

Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
(11) 5067-0424

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