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Preços agrícolas caem 1,78% na terceira quadrissemana de junho

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), que me os preços pagos ao produtor rural, caiu 1,78% na terceira quadrissemana de junho, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. A maior queda foi verificada no índice de preços dos produtos de origem animal (recuo de 2,92%), já que o índice de preços dos produtos de origem vegetal apresentou variação negativa de 1,32%.
A convergência de todos os indicadores de preços para baixo parece revelar que cessaram as pressões inflacionárias dos preços agropecuários, dizem os pesquisadores Luis Henrique Perez, Danton Leonel de Camargo Bini, Eder Pinatti, José Alberto Angelo e José Sidnei Gonçalves. “De qualquer modo, verificam-se patamares de preços ainda altos para a maioria dos produtos.”
Os movimentos dos preços, em especial daqueles cuja formação tem contribuição relevante do mercado internacional, passam a refletir as entradas e saídas de capital das bolsas de mercadorias, impactadas pela crise grega que pode se alastrar pelo continente europeu, segundo observam os analistas do IEA.
Dos produtos pesquisados, oito apresentaram alta nos preços (seis de origem vegetal e dois de origem animal, enquanto 12 apresentaram queda (oito de origem vegetal e quatro de origem animal).
As quedas mais expressivas ocorreram nos preços da batata (25,51%); da carne suína (17,16%); do algodão (15,45%); da laranja para mesa (13,16%); do amendoim (5,07%) e da carne de frango.
O pico da safra da seca de batata, este mês, despejou no mercado enorme quantidade do produto que é bastante perecível, exacerbando assim os efeitos da sazonalidade, o que diminuiu os preços recebidos pelos produtores, explicam os pesquisadores do IEA. Já os problemas nas vendas da carne suína para a Rússia, que embargou o produto de várias empresas com a alegação de não-cumprimento de padrões sanitários, aumentaram a oferta no mercado paulista.
A cotação do algodão apresentou queda conjuntural em função do movimento de redução dos preços internacionais, observam os analistas. “Além disso, os preços da pluma no Brasil sofrem os efeitos das importações de têxteis chineses, feitas pelas agroindústrias nacionais de vestuário e confecções, e das possibilidades de ganhos financeiros nas importações de pluma, a prazos largos e juros baixos, numa realidade de juros internos crescentes.”
A retração dos preços da laranja de mesa revela uma realidade distinta do ano passado, dizem os pesquisadores. “Uma safra dentro da normalidade não tem sido capaz de absorver a oferta estacional mais intensa, reduzindo os preços recebidos pelos produtores. Em função disso, os preços da laranja de mesa se aproximaram dos preços da laranja para indústria que se tem mantido com variações reduzidas.”
Já a boa oferta da carne de frango, frente à demanda estabilizada, reflete queda nas cotações das aves, informam os técnicos. “Além de frango no mercado spot, animais oriundos de integrações sob posse das agroindústrias continuaram apresentando excedentes nos corredores de abate, o que movimentou para baixo os preços recebidos pelos criadores.”
As altas mais relevantes foram verificadas nos preços do tomate para mesa (32,54%); do leite B (7,28%); do leite C (4,69%); da soja (3,66) e do milho (2,11%).
Link: íntegra da análise
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