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Preços agrícolas caem 0,94% na primeira quadrissemana de julho

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR)  caiu 0,94% na primeira quadrissemana de julho, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Foi puxado pelos produtos de origem vegetal cujo índice despencou 3,52%. Já o índice de produtos de origem animal apresentou alta de 5,45% no mesmo período.
As quedas mais significativas foram verificadas nos preços da laranja para mesa (19,64%), da batata (11,34%), do arroz (7,43%), da banana (6,53%) e do café (4,15%). No caso da laranja de mesa, o que vem contribuindo para a queda das cotações é o efeito-safra, associado ao tradicional menor consumo de sucos caseiros nos meses de inverno, dizem os pesquisadores Eder Pinatti, José Alberto Ângelo, José Sidnei Gonçalves e Luis Henrique Perez.
A queda nas cotações da batata reflete a boa oferta do produto oriundo das diversas regiões que abastecem o mercado paulista, onde a colheita da safra da seca já está no seu final. Quanto ao arroz, a queda dos preços está relacionada com a entrada do produto gaúcho, dizem os autores da análise. “As perspectivas para os meses seguintes dependem do ritmo da evolução do consumo, uma vez que, se mantida a tendência de crise de emprego afetando a demanda, os estoques públicos e privados funcionarão neste caso como pressão para queda de preços.”
No caso da banana nanica, a colheita nas regiões produtoras (de outros Estados) elevou a oferta da fruta em São Paulo. Além disso, a redução da demanda com a queda da temperatura contribuiu para a menor cotação no mercado.
Os aumentos mais expressivos ocorreram nos preços da carne suína (23,69%), do feijão (16,72%), da carne de frango (13,03%), do leite tipo C (8,35%) e do tomate (6,63%). A carne suína apresentou forte alta, acompanhando o mercado de produtos de origem animal, dizem os pesquisadores. “Esse aumento de preço decorre da reabertura de alguns mercados no exterior e da superação das desconfianças do consumidor interno, face à recente epidemia mundial de gripe.”
No caso do feijão, cujos preços vinham se recuperando há várias quadrissemanas, trata-se do reflexo da persistência de preços muito baixos desde o início desse ano, observam os técnicos. “Como o abastecimento do mercado interno se dá pela sucessão de safras complementares, praticadas em diversas e diferentes regiões brasileiras, o preço baixo que sequer remunerava os custos de produção levou ao plantio reduzido, em especial dos produtores mais modernos, com o que houve redução da oferta.”
Nesta quadrissemana, o preço de R$ 90,00 por saca (60 kg) pode ser considerado no patamar de normalidade, em termos de rentabilidade, mas as perspectivas são de continuidade da alta. “Assim, o consumidor que estava sendo beneficiado por preços muito baixos do produto vai acabar pagando preços cada vez maiores. Ressalte-se que quando tinha produto o produtor não tinha preço e agora tem preço e não tem o produto, ou seja, sua renda bruta se mostra menor em qualquer das circunstâncias.”
A retração da produção de carne de frango por parte dos produtores fez diminuir a oferta do produto no mercado. Isto motivou o aumento das cotações no período, também pressionadas, do lado dos custos, pelas elevações dos preços da soja e do milho nos períodos anteriores.
Já as altas nas cotações dos leites (principalmente o tipo C) decorrem da diminuição na oferta do produto, já que as pastagens estão com baixa qualidade pela falta de chuva, típica do período, observam os técnicos. “Esta tendência de alta deve persistir ainda por várias semanas até o final do período de entressafra. Entretanto, o que não se pode precisar é a magnitude deste aumento.”
Quanto ao tomate de mesa, a produção foi prejudicada pelo clima (baixas temperaturas), o que reduziu a oferta e elevou a cotação.
A evolução dos índices quadrissemanais de preços recuou de maneira significativa, em relação à quadrissemana anterior. O índice geral retraiu-se 1,5 ponto percentual; o índice de produtos vegetais, 1,4 ponto percentual; e o índice de produtos animais (apesar de positivo) perdeu 1,8 ponto percentual. “Estes recuos se devem, em grande parte, às variações negativas registradas nos produtos de origem vegetal, principalmente a cotação da cana-de-açúcar. Para os produtos de origem animal, apesar de quase na sua totalidade apresentarem variações positivas, estas foram menores do que as variações verificadas no mês de junho de 2009 (com exceção da carne suína), quebrando a tendência de crescimento”, concluem os pesquisadores do IEA.

Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
(11) 5067-0424

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