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Preços agrícolas caem 0,49% na terceira quadrissemana de abril

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR) – que mede os preços pagos ao produtor rural – caiu 0,49% na terceira quadrissemana de abril, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. A queda foi puxada pelo índice de preços dos produtos de origem vegetal, que recuou 1,39%. Já o índice de produtos de origem animal apresentou alta de 1,74%.    
Com a exclusão da cana-de-açúcar do cálculo, o índice geral apresenta redução ainda maior (1,54%) por causa da variação negativa de 4,66% no índice de preços dos produtos vegetais, de acordo com a análise do IEA. As quedas mais expressivas ocorreram nos preços da laranja para mesa (20,12%); da laranja para indústria (16,19%); do tomate para mesa (14,56%); da carne de frango (7,01%) e do arroz (5,44%).
A pressão baixista nos preços da laranja de mesa manifesta-se em função do final do verão, quando se reduz o consumo de sucos caseiros, na mesma medida em que surge maior oferta pela entrada da safra, dizem os pesquisadores José Alberto Ângelo, José Sidnei Gonçalves, Luis Henrique Perez, Danton Leonel de Camargo Bini e Eder Pinatti.  No caso da laranja para indústria, a entrada da safra, os preços internacionais e a valorização cambial indicam preços em queda.
A queda brusca no preço do tomate, em meados de março, reflete a menor demanda do produto no varejo devido ao alto preço, observam os analistas. “Com isso, a rede varejista diminuiu a compra do tomate junto aos produtores, o que gerou uma queda acentuada naquele momento.” E a entrada dos plantios “do cedo” ajudou na redução dos preços, completam.
Já a ampla oferta da carne de frango e a queda da remuneração das exportações pela valorização cambial, aliadas à oferta de carne bovina barata, impulsionaram os preços para baixo, explicam os técnicos. Por outro lado, os menores preços da carne de frango refletem a redução dos custos de produção derivada da queda de preços de milho e soja.
No caso do arroz, o início da safra no Rio Grande do Sul, em outros estados sulistas e no Centro-Oeste derrubou as cotações do produto, o que tem freado as negociações entre produtores e o atacado, dizem os pesquisadores. “Embora a expectativa seja de quebra de safra, devido às chuvas no Rio Grande do Sul, as cotações do arroz continuam caindo, em função da retração nas compras dos varejistas que praticaram preços elevados nos meses anteriores.” 
As altas mais acentuadas foram verificadas nos preços do feijão (31,37%), da banana nanica (22,44%), do algodão (12,01%), da carne bovina (6,01%) e do leite B (3,85%).
No caso dos produtos animais, observam os analistas, ocorreu a aceleração dos novos contratos de exportação da carne bovina, exatamente no momento em que os pastos sofrem os primeiros efeitos do outono. Ressalta-se ainda que os patamares dos preços recebidos pelos agricultores apenas atingiram nível próximo da média dos custos de produção.
Para o leite B e, em menor intensidade, o Leite C, começam os efeitos da perspectiva de entressafra sobre as pastagens que começam a perder sua qualidade. “Ademais, o movimento altista vem do setor varejista, sendo os preços repassados aos produtores em menor percentual, como sempre ocorre”, concluem os pesquisadores. 

Link: íntegra da análise

 

Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
Maitê Laranjeira/Eliane Cristina da Silva (estagiárias)
(11) 5067-0424

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