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Pesquisas do IAC mostram viabilidade do uso de resíduos urbanos na agricultura

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto Agronômico (IAC-APTA), de Campinas, vem estudando o uso agrícola do lodo de esgoto, desde 1983, e do composto de lixo urbano, desde 1995. Os resultados obtidos pelas pesquisas do IAC para as culturas avaliadas — cana-de-açúcar, feijão, milho, pupunha, banana, maracujá e triticale — mostram que esses dois resíduos podem ser perfeitamente reciclados no solo agrícola. Os benefícios gerados são o aumento da produção e a redução de custos com fertilizantes químicos, principalmente nitrogênio e fósforo.
Os resultados obtidos mostraram que o uso do lodo pode dispensar 25% da adubação com fósforo, no plantio, e 100% da adubação química com nitrogênio, nas socas da cultura da cana-de-açúcar.
Nos cultivos de milho, pupunha e banana, a aplicação do lodo, com base em sua concentração de nitrogênio disponível, proporciona produção agrícola igual ou superior à obtida nos campos que receberam apenas adubação química. “Esses ganhos agrícolas ocorrem sem causar danos ao ambiente, considerando o acúmulo de metais pesados no solo”, afirma o pesquisador da Secretaria, que atua no IAC, Ronaldo Severiano Berton.
O lodo de esgoto é um resíduo gerado pelo tratamento de águas servidas, nas Estações de Tratamento de Esgoto, que possui alto teor de matéria orgânica e quantidades significativas de nitrogênio e fósforo.
O IAC foi pioneiro na utilização desse material em sua forma líquida, economizando os custos com a retirada da água de seu conteúdo.
Os estudos mostraram também que esses resíduos precisam passar por um processo de adequação, antes da aplicação no campo. De acordo com o pesquisador, o objetivo desse processo é baixar os teores de metais pesados, como chumbo, níquel, cádmio, mercúrio e outros, além de controlar a presença de patógenos. Por isso, é imprescindível a coleta seletiva para a produção do composto de lixo urbano e o controle eficiente das descargas de metais pesados no esgoto por parte das indústrias.
A concentração da população nas áreas urbanas gera grandes quantidades de lixo urbano e de águas provenientes de esgoto doméstico e comercial. Papel, metal, vidro e matéria orgânica são componentes do lixo urbano que podem ser reciclados. A matéria orgânica pode ser utilizada na agricultura, após passar por um processo de compostagem. “Esse uso traz diversos benefícios para o setor agrícola, por auxiliar na conservação do solo e na redução dos custos de adubação das lavouras, auxiliando os agricultores, como recomenda o governador Geraldo Alckmin”, afirma o secretário de Agricultura, Arnaldo Jardim.
As pesquisas do IAC demonstram que esses resíduos são importantes condicionadores do solo, melhorando as propriedades de infiltração e retenção de água no solo. Viabilizam, portanto, a redução dos processos erosivos em áreas agrícolas. A redução da taxa de enxurrada em áreas com cultivo de milho com lodo de esgoto foi da ordem de 60%, resultando em controle da produção de sedimentos e controle da poluição de águas superficiais.
Por Carla Gomes
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Assessoria de Comunicação
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA)
Instituto Agronômico (IAC)
(19)2137-0613/0616

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