cabecalho apta130219

Pesquisas continuam firme no Instituto da Secretaria de Agricultura com nascimento de 12 bezerros

Em meio à quarentena e regras para isolamento do Covid-19, a ciência não pode parar. E na pesquisa científica não é diferente quando se trata de produção animal, pois novas vidas chegam a qualquer momento. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo traçou diretrizes para colaborar com o andamento dos trabalhos essenciais para não interromper a pesquisa científica dos Institutos. No Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), nesta primeira semana, nasceram 12 bezerros dos quase 60 partos previstos para ocorrer no Centro de Pesquisa de Bovinos de Leite, na unidade de Nova Odessa, interior paulista, neste primeiro semestre.

Por se tratar de rebanho experimental, os animais estão sincronizados com o calendário de execução dos projetos de pesquisa. Para o ano de 2020, a época de parto iniciou em 15 de março e vai até final de abril, explicou o diretor do Centro de Pesquisa, pesquisador Luiz Carlos Roma Junior. “Por ser uma fazenda de pesquisa, os animais foram preparados para concentrar os partos em uma mesma época e, assim, garantir animais mais homogêneas para realização de pesquisas para o produtor rural, em termos de produção, idade e manejo”, diz.

“Atualmente, estamos com 50 vacas em lactação, em duas ordenhas diárias, com número reduzido de funcionários apenas garantindo a alimentação de todos os animais, ordenha completa e também a execução de projetos em andamento no campo. Todas as ações em andamento são essências e de natureza continua, não podendo ser interrompidas nenhum dia”, enfatiza o pesquisador do IZ.

A equipe de servidores do IZ tem trabalhado para garantir a produção de leite das vacas do Centro de Pesquisa de Bovinos de Leite, mas também para a produção de volumoso para a alimentação do rebanho experimental ao longo do ano. Serão produzidas, ainda neste mês, 1,4 toneladas de silagem. “Os servidores que puderam permanecer em atividade já produziram aproximadamente 800 toneladas. O material, colhido no campo, triturado e compactado no silo, manterá a alimentação dos animais durante a estação do inverno, época que os pastos ficam mais escassos, bem como garantirá execução de experimentos que necessitem do uso deste tipo de alimentação”, destaca.

“Por coincidência, os partos estão ocorrendo nesta época da pandemia do Covid-19 e não tem como parar”, destaca Roma, que ainda explica que “as vacas e bezerros estão recebendo todos os cuidados durante e após o parto. E a ordenha não pode esperar, mesmo reduzindo os diversos trabalhos de pesquisas no Centro”.

Pesquisa

Roma comenta que alguns animais estão inseridos no projeto de pesquisa “Suplementação com fitoterápico na fermentação ruminal, resposta imunológica, produção e qualidade do leite”, que visa avaliar o efeito da inclusão de fitoterápicos na dieta de vacas em lactação sobre a fermentação ruminal, resposta imunológica, produção e qualidade do leite. O projeto contempla três etapas, sendo que atualmente se encontra em execução a última fase.

Dentre os componentes do leite que são avaliados pela indústria e monitorados pela legislação em vigor, a contagem de células somáticas é o que tem sido considerada um dos maiores desafios para a melhoria da qualidade do leite.
A preocupação com a contagem de células somáticas está relacionada com a ocorrência de mastite, uso de antibióticos para seu controle e diminuição da produção de leite, trazendo prejuízo para a cadeia agroindustrial do leite.
Como resultado, espera-se que o método alternativo reduza a contagem de células somáticas sem uso de antibiótico por meio da utilização de fitoterápicos na dieta de vacas em lactação.
É importante a abertura para estudos nesta área de pesquisa, ao aliar fitoterápicos na dieta e qualidade do leite, pois auxilia os produtores leiteiros, a agricultor familiar e até o grande produtor – da produção orgânica até a convencional.

Lisley Silvério (MTb. 26.194)
Assessora de Imprensa – IZ
lisley@iz.sp.gov.br

Pin It

Notícias por Ano