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Pesquisadora do Instituto Biológico participa do livro “Água na Avicultura Industrial”

A pesquisadora Nilce Maria Soares, do Instituto Biológico (IB-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, escreveu dois capítulos do livro “Água na Avicultura Industrial”. Na segunda edição que acaba de ser lançada, Nilce e o professor Marcos Macari retomam, quase duas décadas depois, a abordagem - agora muito mais detalhada e com novos enfoques – daquele que é o mais essencial “insumo” de frangos e poedeiras.
O livro aborda os vários aspectos da água a ser utilizada nos diversos setores de produção da avicultura industrial. É o único que trata de maneira específica o assunto “água”, editado no Brasil e talvez no mundo. A publicação foi impressa com o apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). 
A primeira edição é da década de 1990. “Decidimos no início de 2010 retornarmos ao assunto, pois, após 16 anos, muitos aspectos relevantes à disponibilidade e uso da água foram estudados, bem como condições mais atuais sobre as mudanças climáticas e desenvolvimento da avicultura brasileira”, diz o prefácio da segunda edição assinado pelos editores Nilce Soares e Marcos Macari.     
A nova edição contém 19 capítulos, escritos por mais de 40 professores, pesquisadores e técnicos do setor avícola brasileiro. “Cremos que para todos deve ter sido uma experiência agradável e de grandes descobertas, pois, quando se aprofunda no conteúdo da água, se descobre não só muitos detalhes importantes do dia a dia da criação das aves, como também o papel fisiológico envolvido na manutenção da vida e do desenvolvimento”, prosseguem os editores.
Abordagem por temas
O livro está dividido em diferentes temas. Os capítulos iniciais tratam das peculiaridades das fontes e disponibilidade da água, as mudanças climáticas e a pegada hídrica na produção. Um capítulo aborda a legislação, assunto muito discutido no cenário brasileiro. Outro refere-se à higienização das instalações, bem como ao uso da água nos abatedouros, além da possibilidade do reuso.
Os próximos capítulos abrangem o tratamento e a desinfecção, o controle de qualidade da água no cenário avícola e outras aplicações. Também é considerada a relevância da água no organismo animal, como ela está inserida nos processos biológicos.
Na parte das aves, o ovo fértil e o papel da água no desenvolvimento do embrião são assuntos discutidos pelos autores. Questiona-se, ainda, o papel da água nas máquinas de incubação, bem como na transferência de calor entre o embrião e a máquina.
Outros assuntos são a importância da água no desenvolvimento, de maneira adequada, do pintainho desde a eclosão, e a manutenção do equilíbrio hídrico e o seu efeito-tampão no estresse pelo calor. Fazem parte do cotidiano da vida dos avicultores brasileiros, considerando-se os sistemas de criação no clima tropical.
Outro capítulo mostra como a água atua como nutriente na criação avícola. “Tem as aves exigências nutricionais vinculadas à água?”
Em capítulos subseqüentes, foi abordada a qualidade da água de dessedentação, assim como as diferentes formas de fornecimento aos animais. Por fim, é discutida a vacinação tendo como veículo a água (procedimentos e recomendações).      
Participação do IB
A pesquisadora Nilce Soares, da UDP de Bastos/Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio Avícola, escreveu os capítulos 17 e 18. No capítulo 17 - "Qualidade da água de bebida para as aves" – ela focou a importância da água para o organismo dos diversos tipos de aves exploradas comercialmente, bem como as características físicas, químicas e bacteriológicas ideais que deve ter a água utilizada para a dessedentação das aves e para os diversos outros usos na indústria, como via de vacinação, medicamentos e nutrientes, diluição de desinfetantes e higienização de instalações.
Segundo Nilce, também são discutidos todos os riscos da água de má qualidade para o organismo das aves e para a produção avícola. Em seguida, são apresentadas as orientações de como deve ser realizada a monitoria da qualidade da água nas empresas avícolas e as recomendações para a limpeza das linhas de água.
Já no capítulo 18 – “Ingestão de água pelas aves através do uso de diferentes tipos de bebedouros" – a pesquisadora aborda as características, vantagens e desvantagens, bem como a influência, dos diversos tipos de bebedouros na ingestão de água. Também discute os diversos aspectos da regulagem destes equipamentos para a manutenção da qualidade e disponibilidade de água para as aves.
Tanto Nilce quanto Marcos acreditam que professores, alunos, produtores e técnicos do setor poderão ter neste livro uma visão da importância da água na avicultura. Assinam que “aspectos importantes do uso e que não são cotidianamente discutidos estão condensados para leitura dos profissionais da área de avicultura”.    
Para adquirir o livro, o interessado deve entrar em contato com a Fundação APINCO de Ciência e Tecnologia Avícolas (FACTA) pelo telefone (19) 3243-6555, e-mail facta@facta.org.br ou ainda pelo site www.facta.org.br.
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
(11) 5067-0424

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