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Pesquisadora do IAC é uma das vítimas do vôo 1907

O Instituto Agronômico (IAC) comunica, com pesar, que a pesquisadora científica Marilene Leão Alves Bovi estava no vôo 1907, que sofreu acidente, na última sexta-feira, 29, depois de sair Manaus com destino a Brasília. A pesquisadora do IAC esteve a trabalho em Manaus, onde participou de banca de tese. Há 35 anos trabalhando no IAC, Marilene Bovi era referência nacional e internacional em sua área de atuação — especialista em melhoramento genético, dedicava-se ao estudo das palmeiras produtoras de palmito, especialmente a pupunha. Engenheira Agrônoma formada pela ESALQ/USP, em 1972, M.Sc. e Ph.D. em Agronomia, com ênfase em Melhoramento Genético de Plantas e Estatística (Universidade da Florida, Gainesville, FL - USA, 1982), Marilene desenvolveu seu trabalho voltado à introdução e ao melhoramento da pupunha. O diretor-geral do IAC, Orlando Melo de Castro, ressalta a contribuição da pesquisadora não só para a ciência, mas também na formação de profissionais, pois ela era extremamente atuante no Curso de Pós-Graduação do Instituto Agronômico. “Ela era incansável, tinha conhecimento e avidez para passar o que conhecia”, diz o diretor do Instituto. Castro disse ser lamentável a perda de Marilene Bovi como colega e mãe de família. Ela vivia em Campinas, era casada há 32 anos com o também pesquisador do IAC, Odair Alves Bovi, e deixou dois filhos. Segundo Castro, o País também perde porque a pesquisadora era referência em pesquisa com palmeiras. “Esperamos que aqueles com os quais ela contribuiu para a formação profissional possam despontar nessa área. A pesquisa é um ciclo, neste caso interrompido pela fatalidade.”
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